segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

HASTA LUEGO, MADRID (18/01/2011 – DIA30)

Tomei café hoje fazendo o quê?
Sim. Acessando o facebook pra ver se fui correspondido...
Fui. (RS)
E com direito ao número de celular.
Mas os horários de cada um comprometeu o nosso reencontro. E ainda prometi a Sandra que estaríamos às 20h no aeroporto. Mesmo sabendo que nosso vôo partiria somente às 0h 20minutos. Não poderia haver mais falhas. Todo o stress dos últimos dias fez com que tudo que desejássemos eram nossas casas, nossas camas, nossos chuveiros, nossas famílias e o nosso Brasil.
No aeroporto me restou apenas ligar e dizer rapidamente “Hasta luego”.
Eu sei que voltarei. Mesmo que seja apenas pelo amor a Madrid.


Tiritas pa este corazón partío.
Tiritas pa este corazón partío,

Ya lo ves, que no hay dos sin tres,
que la vida va y viene y que no se detiene...
Y, qué sé yo,
pero miénteme aunque sea, dime que algo queda
entre nosotros dos, que en tu habitación
nunca sale el sol, ni existe el tiempo,
ni el dolor.

Llévame si quieres a perder,
a ningún destino, sin ningún por qué.

Ya lo sé, que corazón que no ve
es corazón que no siente,
o corazón que te miente amor.
Pero, sabes que en lo más profundo de mi alma
sigue aquel dolor por creer en ti
¿qué fue de la ilusión y de lo bello que es vivir?

¿Para qué me curaste cuando estaba herío
si hoy me dejas de nuevo con el corazón partío?

¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿quién me va a curar el corazón partío?

Tiritas pa este corazón partío.
Tiritas pa este corazón partío.

Dar solamente aquello que te sobra
nunca fue compartir, sino dar limosna, amor.
Si no lo sabes tú, te lo digo yo.
Después de la tormenta siempre llega la calma.
pero, sé que después de ti,
después de ti no hay nada.

¿Para qué me curaste cuando estaba herío
Si hoy me dejas de nuevo con el corazón partío?

¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿quién me va a curar el corazón partío?

¿Quién me va a entregar ...


(CORAZÓN PARTÍO – Alejandro Sanz)

MADRID NOS QUER (17/01/2011 – DIA29)

Mais um dia de problemas com a Ibéria.
Muito tento no aeroporto, muita fila e muito stress. Com a segurança de que hoje iríamos embora, não podíamos deixar de fazer nossas ultimas compras no free shop. Mas depois do problema, como sair e voltar, passando pela polícia com nossas compras amanhã? Considerando que agora tínhamos mais frascos de perfumes, vinhos espanhóis, comida – este era da Sandra; duas panelas de paella... Eu quis comprar minhas últimas recordações da cidade que tanto me apaixonei e que ainda insistia que eu ficasse. (RS) Queria trazer lembranças que me permitissem recordar dos sabores de meus amores por Madrid. Estou voltando para o Brasil jurando que vou até aprender fazer uma paella. Até o tourinho Juan veio junto para eu me recordar sempre desta cidade.

Solução? Vamos “resolver” o nosso problema com a Ibéria e voltar para o centro da cidade onde ficamos hospedados alguns dias atrás. Amanhã eu compro mais uma mala e despachamos com as outras que já nos esperam. Ah! Para ficar mais emocionante, minha grana estava no talo. Ainda bem que trouxe meus cartões de crédito por precaução.
Pegamos o metrô que saía do aeroporto a 2 minutos de encerrar suas atividades. Teríamos que fazer duas baldeações para chegarmos a Estação Tribunal. Não deu tempo de pegar a última linha para chegar ao nosso destino. Pegamos um taxi para chegar até lá. Foi legal esta experiência com o taxi. Era um casal que trabalhava nas noites de Madrid. Conversamos bastante. Eles quiseram saber de nossa política no Brasil. Quiseram saber do Lula, da Dilma e também falaram da insatisfação com o a política de Zapatero. Todos os dias o casal vem de Guadalajara para Madrid. São aproximadamente 50 km todos os dias neste trajeto! Contaram que não há um plano que beneficie os taxistas. Tem ficado cada vez mais difícil se trabalhar por Madrid com taxi. A frota é numerosa e o transporte público é muito bom e muito barato. Eu pude ver isso! O que resta para eles é rodar Madrid pelas noites a procura de retardatários como Sandra e eu.
Chegamos ao hostel. Ufa... estamos seguros. E eu mais uma vez perto de minha paixão. Não agüentei. Fui ao computador e mandei uma mensagem dizendo que passaria mais um dia em Madrid.
Veja o próximo capítulo de ALBUKA – Temporada 2011.

domingo, 30 de janeiro de 2011

JÁ ACABOU? NÃÃÃÃÃÃÃO! (16/01/2011 – DIA28)

Meu Deus! Hoje é o nosso último dia na Europa!
Só cabe a nós aproveitarmos intensamente o pouquinho que nos restava por aqui.
Hoje o Nuno e a Vivi no acompanharam para apresentar o norte de Portugal. Foi um presente a oportunidade, pois conhecer a cidade do Porto não fazia parte de nossos planos de viagem.
Embarcamos todos na NAVE MÃE e partimos de Coimbra rumo ao Porto. Paramos para um delicioso café da manhã – ou pequeno almoço, como eles chamam; numa padaria de estrada que parecia mais um restaurante com uma variedade incrível da culinária portuguesa. O Nuno nos contou que todas as manhãs o lugar é lotado. Quanto ao atendimento, o rapaz que nos atendeu trabalhava de camisa e gravata. Impecável. Mais uma ocasião que colocou Portugal em muito boa classificação no meu conceito em gastronomia. 
Mais adiante fizemos mais uma parada para conhecer um lindo castelo. Achamos este muito mais bonito que o de São Jorge em Lisboa e não pagamos nada para entrar nele.


Porto para nós foi muito melhor que Lisboa. A imagem da cidade já nos agradou os olhos logo na chegada. Foi uma cidade que não poderíamos sair sem experimentar os vinhos que são muitos, muitos, muitos. E também aproveitamos uma iguaria típica que a Sandra me indicou, a alheira. Essa eu comprei pra levar pra casa. Ela é como uma linguiça, tem um cheiro muito forte e a portuguesa que nos vendeu explicou que a composição dela era de quatro tipos de carne. Não vou me lembrar de todos, mas alguns deles eram porco e pato.
O símbolo da cidade é uma ponte muito alta por onde passamos. A estrutura dela é familiar... Mais tarde quando passamos na parte de baixo dela demos conta que o autor do projeto é o mesmo da Torre Eiffel.



Jantar no Porto foi mais uma oportunidade de aguçar o meu paladar. Meu prato foi de lulas grelhadas acompanhado de salada, batatas cozidas e, claro, um vinho branco delicioso. Tudo isso, de frente para o Rio Douro. O importante rio na historia da do Porto que era utilizado no transporte da produção de vinho das montanhas para a cidade.


O porto é uma delícia. Limpou a má impressão que Lisboa me passou ontem de Portugal num todo. Mas isso dependeu de eu me portar como eles. Quando entrei numa loja e perguntei sobre suvenires e preços, revidei como um português o primeiro “coice” que levei. Daí foi toma lá dá cá na troca de coices e eu a rir com Vivi quando ganhava na resposta com uma “portuga” de cabelos grisalhos. Isso por que o vinho me deu total motivação para a cena. (RS) Mas sabe que no final ela até começou a conversar conosco e falou sobre o vinho, sobre a comida, sobre a rixa de Lisboa e o Porto. Viram, só? Bem dizem “Em terra de sapos, de cócoras com eles.”
Acabou o dia e a cidade do Porto para nós. Infelizmente não vimos tudo. Mas tivemos que voltar para a casa da Vivi pois nossas malas novas, a minha gigante, que compramos na noite anterior no Dolce Vita, nos esperavam para serem arrumadas para voltarmos para o Brasil. Detalhe, nosso vôo com escala em Madrid partiria de Lisboa aproximadamente às 8h da manhã. Mais uma vez optamos por ficarmos acordados até as 4h da manhã para partirmos de Coimbra para Lisboa, entregarmos a nossa companheira NAVE MÃE e fazer o check-in lá pelas 6h.
Tadinha da Vivi. Ficamos ensebando até tarde... Antes ainda fomos na casa de seus amigos vizinho para ver a banda de garagem do Nuno, conhecer o lindo apartamento do casal e também apreciar um vinho do porto. Que delícia!
Bem, Obrigado por tudo Vivi. Você é sempre ótima seja no Brasil, seja em Portugal. Obrigado, Nuno. Vocês são um casal de amigos muito queridos.
Encontrar o lugar para devolver a NAVE MÃE era o que mais me preocupava. Além de nosso tempo ser limitado. Era apenas das 6h às 6h 30 da manhã. Voei baixo na via-rápida A1. Dei-me até a oportunidade de sentir o gostinho de chegar aos 183 km/h. Era a minha despedida de NAVE MÃE! Mas não corri por muito tempo, foi só pra sentir mesmo. E foi uma delícia! Que máquina! Ela definitivamente voa.
Chegamos pontualmente às 6h 29 minutos. Missão cumprida.
Brasil, aí vamos nós!
Epa! Atraso em nosso vôo?
Aeroporto de Madrid interditado por causa da forte neblina.
O atraso nos rendeu stress, espera, filas e, mais uma noite em Madrid. Que chato... Justo na cidade que mais gostamos. Parece que Madrid nos chamas desde o começo.
Mais um hotel legal. Mais uma ligação para a família para dizer “não vão para o aeroporto.” E ainda nos demos a chance de sentir mais um pouco dos sabores da Espanha. Eu adorei o Jamon, o presunto típico deles. É basicamente uma coxa suína defumada. É saborosíssimo. Fomos ao mercado, compramos alguns doces, vinho, algumas fatias de Jamon e comemos numa praça apreciando uma partida de futebol em Madrid.
E pensar que mais uma vez eu estava próximo a minha paixão... Mas não posso inventar nada. Já é tarde e amanhã temos que voltar ainda cedo ao aeroporto e então seguirmos para o Brasil.

OS SABORES E DISSABORES DE PORTUGAL (15/01/2011 – DIA27)

Missão do dia: Fátima e Lisboa.
Fátima, nós combinamos que seria rápido para darmos mais atenção a Lisboa, pois teríamos mais o que ver por lá. Eu até brinquei com a Sandra quanto à cidade de Fátima: “Vamos lá, tiramos algumas fotos, fazemos o sinal da cruz e vamos embora.” (RS) Mesmo porque todos diziam que iríamos nos decepcionar. Que são igrejas modernas e blá-blá-blá...
Definitivamente cada caso é um caso, cada pessoa é uma pessoa e por aí vai.
A Sandra, como na Basílica de São Pedro no Vaticano, era claro o seu deslumbre. Como já mencionei, ela é de família católica e portuguesa. Tudo fazia a San se lembrar de seus pais.
Até eu aproveitei para ascender uma vela para minha irmã, pois hoje foi o vestibular dela. Ascendi uma segunda pra ela também, mas não vou postar o motivo aqui. Ela sabe pra quê que é e ainda vai me agradecer por isso. (RS) Uma terceira vela eu ascendi pedindo por tudo que estou por viver em 2011. E são muitos planos pra botar em prática, hein! E eu sei que tudo vai dar certo. É a minha filosofia.
Passamos pela capela das aparições de Nossa Senhora aos pastorinhos. Esta parte é coberta e possui bancos para que os fiéis façam suas preces e também paguem promessas. Havia pessoas andando de joelho ao redor da capelinha.
Depois fomos a um templo gigantesco todo moderno. As cores que se destacavam eram o branco e o dourado. Este é o lugar que para alguns decepciona por não ser antigo e não possuir estéticas do passado como toda a Europa até agora nos ofereceu. Mas, para mim, este templo teve uma outra emoção. Eu senti o valor da arquitetura moderna e uma energia diferente de tudo o que senti nas diversas igrejas que passei por toda a viagem. Não me refiro nem a espiritualidade. Falo de emoções e sensações que a arte expressa e que os sentidos humanos absorvem. O branco e o dourado naquele grande espaço aberto e de muita luz passaram-me a sensação de alegria. Parece que até o ar lá dentro é mais fresco.

Em frente a este templo estava uma grande imagem em homenagem ao Papa João Paulo II. Como esse homem é querido! Para a passagem em Fátima ficar ainda mais especial, uma freirinha muito simpática se aproximou de nós com muita alegria para nos contar que ontem o Papa Bento XVI anunciou a beatificação de João Paulo II em primeiro de março. Ela se despediu de nós e rezou aos pés do mais carismático e popular homem católico da história.

Fomos ainda à Igreja de Fátima. Entramos nesta igreja ao som de seus sinos que batiam ritmados em Ave Ave Ave Maria. Lá dentro podemos ver os túmulos de dois dos pastorinho que lá estão.


No final das contas, ficamos um tempo maior que o esperado. Mas valeu a pena. Encerramos esta passagem comigo filmando a Sandra se derreter de chorar ao celular falando com seu pai. Claro que para completar fomos comprar algumas lembrancinhas e finalmente partir para Lisboa.
Já a primeira vista não achei a cidade tão bela. Estacionamos a NAVE MÃE e seguimos a pé por Lisboa. Fomos primeiro conhecer o Castelo de São Jorge. Logo depois bateu uma fome... Decidimos parar em uma das vielas que passávamos para comer algo. Estávamos em Portugal. Logo, tínhamos que comer? Isso: Bacalhau! O restaurante pra quem olhava de fora não dava nada. O garçom mal humorado... Mas o serviço num todo foi muito, muito bom. Um prato muito bem apresentável, um vinho branco português delicioso e uma comida muitíssimo saborosa. Notei que o sal tinha de menos. Isso foi ótimo! Eu estava realmente apreciando o sabor do peixe, do molho com cebolas que, senti uma leve acidez como de limão e das batatas assadas em rodelas que acompanhavam. Não era um prato nada grande, mas que já antes de terminá-lo estava com uma ótima sensação de saciado. Incrível! Aprendi a comer em Lisboa. (RS)

Voltamos para o centro da cidade. Hora das compras!
Tanto quanto as outras capitais que passei vi muita mendicância e muitas pessoas tentando levar a vida com trabalhos nas ruas. Instrumentistas, estátuas vivas e até um brasileiro dançando samba de gafieira havia por lá.
Nas lojas que passei e entrei nos provadores vi muita sujeira! Até picumãs - aquelas bolinhas de poeira, cabelos e fiapos; encontrei no chão dos provadores da ZARA e da H&M. Além do mau humor que observei que é natural dos portugueses. Definitivamente não era nada pessoal. É coisa da cultura deles mesmo. Saí de Lisboa com a vontade de não voltar nunca mais.
Ai, como queria ter ficado mais em Madrid...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O NÚMERO UM DO ANO (14/01/2011 – DIA26)

Sandra foi a comandante da NAVE MÃE hoje a caminho de Évora. Fomos conhecer a Capela dos Ossos na Igreja de São Francisco. Por lá povo é meio ranzinza. São típicos portugueses, né? Mas valeu por conhecer a Capela dos Ossos. Foi uma experiência diferente de todas as igrejas que passamos durante a viagem. É um clima pesado dentro dela. Próprio para uma reflexão interna sobre a vida.


Tinhamos que voltar a tempo de ver a apresentação da Vivi. Mas a Maria (GPS) acabou com nossa programação. Já não era de hoje que percebemos que a Maria só nos põe em caminhos longos e demorados. Algumas vezes que, por pura sorte caímos em vias-rápidas (rodovias) a Maria sumia. Só nos guiávamos pelo mapa dela e também um impresso grandão que ganhamos da Lucyene. Parece que era até melhor assim. Pois chegávamos mais rápido. Gastávamos mais com pedágios, mas que era rápido isso era. Mas como descobrimos tarde de mais as vias-rápidas, não foi possível chegarmos a tempo para ver a Vivi.
De volta a casa a noite, o casal não estava. Eles nos deixaram com um dos molhos de chaves deles os dois dias. Eu lembro que sempre preferi que as chaves ficassem com a Sandra... Na porta do prédio ao chegarmos, a Sandra estava com uma vontade louca para fazer o número um. E dá-lhe a Sandra a procurar as chaves... Procuramos por todo o chão do carro. A Sandra virou a bolsa dela inteira na calçada e nada das chaves. Eu dizia para ir num cantinho e fazer na rua mesmo... Nem havia movimento na redondeza... Ela me dizia que nunca havia feito xixi na rua antes. Chegou uma hora que ela não aguentou. Schhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... Depois dela fui eu. Depois, por curiosidade abri minha bolsa e as chaves estavam lá! (KKKKK) A Sandra ficou puta comigo! Ela até pediu pra eu correr! (KKKKK) Eu fiz a amiga refletir: foi o primeiro xixi na rua dela e, na Europa. (KKKKK) Finaaaaaaaaaaaaaaa!!!

MISTO DE MUITA ALEGRIA E CORAZÓN PARTIDO (13/01/2011 – DIA25)

Chegamos ontem a noite na casa da Vivi. Ela estava no curso, mas fomos gentilmente recebidos pelo Nuno. Enquanto aguardávamos a amiga, conversamos, bebemos cerveja, vinho... O Nuno mostrou o apartamento para nós, inclusive a foto que dei para ela de nós dois juntos em São Tomé das Letras e lhe dei no dia de sua partida. Falamos de Brasil, de Portugal e nem vimos o tempo passar.
O curso da Vivi terminava a meia noite. Fiquei surpreso com o horário para um curso. Mas descobri que os portugueses têm hábitos noturnos mesmo.
Era quase uma hora da manhã quando o Nuno ouviu os barulhos da Vivi a chegar. Ele apagou a luz e, Sandra e eu ficamos de frente com a porta. SURPRESAAAAAAA!!! Nós nos abraçamos muito. Não via a Vivi desde sua partida do Brasil em 29 de janeiro de 2010. Muita saudade.
Antes de sairmos para conhecer Coimbra, pedi para a Vivi que deixasse eu dar uma ligadinha para minha mãe. Falei com ela, disse que estava bem e que logo estaria no Brasil. A minha irmã quis falar comigo. Ela queria me contar uma coisa que eu sempre quis por ela, sempre soube da vocação dela e me entristecia por ela deixar o tempo passar e dizer não precisar mais. Faculdade de veterinária. Ela me contou muito emocionada que iria fazer o vestibular no próximo sábado e que pensou muito em mim para tomar esta decisão. Chorei ao telefone emocionado pela novidade. E prometi a minha irmã que em Fátima, amanhã, ascenderia uma vela por ela.
Lembrei-me de mais uma coisa. Hoje era dia de ver o resultado do processo seletivo que fiz para o curso de Marketing numa ETEC de São Paulo. Vai ser muito importante para mim este curso. É uma oportunidade de me reciclar na minha área depois de seis anos de formado. E, melhor ainda, gratuito! Governo do estado. Pois bem. Pedi para a Vivi que deixasse eu usar seu computador e...
ALBUKA É SEGUNDO COLOCADOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!
UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU...
Foi mais um momento para eu chorar e dar mais uma liggadinha rápida para contar a novidade. A Sandra filmou tudo, viu! (RS)
Mais uma de internet para tremer: Minha expectativa da Espanha... Aquele papelzinho escrito ALBUKA ALBUQUERQUE para me procurar no facebook que falei para Sandra e para a Vivi por várias vezes que não seria correspondido... Pois bem. Quando abri o facebook, lá estava. Aceitei e ao ver as fotos isso mexeu comigo. Estive com tudo o que eu sempre quis. Parece que todos os cheiros, sabores e palavras voltaram a mexer com meus sentidos. Creo que estoy enamorado. O pior de tudo é que me lembro de ter dito aquela noite “No puedo enamorame de ti.” Como eu fui burro, como eu fui burro... Bem, me restou o consolo da Sandra pra me dizer “O contato você já tem.”
O restante do dia a Vivi nos apresentou a cidade de Coimbra. A cidade é uma gracinha. Fico feliz pela amiga estar vivendo numa cidade tão agradável.
A noite Sandra e eu ainda fomos ao Shopping Dolce Vita. Mais uma vez saí com mais compras que ela. (RS)


ESPAÑA EN MI CORAZÓN (12/01/2011 – DIA24)

Acordei hoje quase 10h30. Minha preocupação era a Sandra.
Cruzei a cidade a pé em ritmo acelerado preocupado com ela. Chegando no hostel, encontrei a Sandra na sala de computadores. Sentei ao lado dela ofegante e ela nem se tocou que era eu. Deixei até ver aonde ia. Eu disse “não vai falar comigo?” Reação da Sandra: “AI, QUE SUSTO.” É sempre assim... (RS) Graças a Deus fui recebido com um sorriso de alegria pelos meus 1000 pontos e toda curiosidade. Ela disse que depois bateu uma preocupação nela também quanto a mim. Mas ambos estávamos bem. Foi só preocupação de amigos de ambas as parte.
O final da minha noite só restou um pedaço de papel com meu nome no facebook e a expectativa de um contato.
O período da manhã estava reservado para curtir mais um pouquinho da cidade e partirmos para Coimbra, na casa de nossa querida amiga Viviane Andrade. Durante a viagem inteira não falamos mais com ela. Mas prometemos que iríamos.
Despedimos-nos da cidade que tanto nos fascinou com uma deliciosa Paella.

Embarcamos na NAVE MÃE. Eu tomando energético, afinal eu fiquei mais acordado durante a noite, né? E Sandra me provocando com A Cerveja Espanhola São Miguel na mão. Isso está filmado, hein!
Fato: estamos apaixonados por Madrid e queríamos ficar mais – Eu que o diga; Não esperava que fosse gostar tanto desta cidade. Tanto que, em nosso itinerário, Madrid foi a cidade com menos dias programados. Se arrependimento matasse... Enfim, temos que cumprir nosso roteiro de viagem. Portugal, aí vamos nós!

Volveré, Madrid. Te lo prometo.