sábado, 25 de dezembro de 2010

NATAL DA SILVA DE ALBUQUERQUE DE SOUZA (DIA6)



Hoje foi um dia típico de inverno inglês. Não saímos de casa, assistimos programas da TV inglesa, conversamos bastante, almoçamos o nosso peru, o Nigel ascendeu à lareira e, imperdível, a Sandro filmou eu me jogando na neve para fazer o desenho de um anjo... Sempre quis fazer isso. Eu vi num filme! (KKKKK)
Ah! Consegui falar hoje com minha mãe por MSN e desejar feliz Natal para ela e todos por lá no Paraná.
Aqui é engraçado o quanto o Nigel tira sarro do vicio de linguagem de Sandra desde sua primeira visita a Inglaterra, há cinco anos atrás, e dura até hoje quando diz “NOSSA”. Fica mais engraçado ainda com seu sotaque de inglês britânico misturado com português de Portugal. (KKKKK)
O dia também foi de preparar as malas. Pois amanhã cedinho embarcamos para Paris.

GOODBYE, LONDON.

ALBUKA EM: UM SORRISO DE NATAL (DIA5)

Tínhamos este dia todo para dedicarmos exclusivamente a Londres – na teoria.
Sandra quis levar um presente para a Maria no Daniel. Dar mais uma procurada nas camisas dos times de futebol que quer levar de presente para o Brasil. O supermercado que eu me comprometi à compra um peru para o almoço de Natal. Voltar para casa e deixar as coisas... Bem, perdemos mais meio dia em Windsor.
Baseado no mapa de Londres e em meu senso de direção – que é muito bom, diga-se de passagem; fiz um breve roteiro de pontos estratégicos que eu queria ver e tirar fotos. Começaríamos pela London Bridge e seguiríamos paralelo ao Rio Tamisa até a London Eye onde queria dar uma voltinha e na sequência passar por Buckingham, pegar o metrô novamente para irmos à terra dos sonhos para a Sandra, Camden Town.
Para isso descemos na estação de Tower Bridge Road e começamos visitando a Southwark Cathedral, uma linda Igreja em estilo gótico que dentro dela tocava um órgão que lembrava Conde Drácula. A sensação é incrível! E dentro dela ainda havia uma homenagem a William Shakespeare – Uma estátua em bronze deitada a escrever com um galho natural de alecrim em sua mão.
Passamos pelo antigo Navio a beira do Rio Tamisa The Golden Hinde.
Cruzamos o Tamisa pela London Bridge.
Passamos pela London Tower.
Pelo HMS Belfast.
O restante do caminho agora era sebo nas canelas e andar até um lugar que se não tirasse uma foto na frente dele nesta viagem eu iria ficar muito chateado. É coisa de ator, sabe? E para alguns pode parecer besteira – Como pareceu para Sandra; Trata-se do Globe Theatre, a réplica do teatro de William Shakespeare. E andamos, andamos, andamos... Todo tempo guiados pelo meu senso de direção que as vezes parecia que a Sandra duvidava. Não apenas duvidava como notei que a noite caia e seu humor também mudava. Eu pensava as vezes que isso juntava com o medo que ela tem de andar a noite e principalmente num lugar que ela não conhece. Criminoso tem aqui também. Mas eu insistia para confiar em meu instinto. Eu saberia chegar até a London Eye e estaríamos seguros. Andamos, andamos, andamos e finalmente olhei para o alto e apontei para a Sandra ver a roda gigante já iluminada que fica próximo a estação de Waterloo.
A chegada na estação eu notei que não foi suficiente para melhorar a cara da San. Conversamos e só então fui dar conta que ela se preocupava em fazer minha vontade de ainda entrarmos na London Eye, vermos o Palácio de Buckingham, mas também no dia de hoje fazer a vontade dela, Camden Town.
Eu definitivamente havia esquecido da vontade dela e mesmo do nosso tempo em Londres. O ultimo trem para Windsor sairia antes das 19h e já se aproximavam das 17h. Londres já era noite. Como se não bastasse, noite de Natal. Ela tinha medo de não estar nada aberto em Camden Town mesmo se saíssemos naquele momento para lá. Nessa hora eu comecei a chorar por ver a amiga triste e saber que era culpa minha. Por causa do meu Globe Theatre ela não faria o que mais queria em Londres.
Esta capital pra mim era para Sandra ser a nova rainha da Inglaterra. Os outros lugares que ainda vamos em toda essa viagem, ela presume que será mais prazer meu do que dela. Eu não podia vacilar assim com minha amiga. Eu disse que queria que essa fosse uma viagem nossa e não somente minha.
Chegou a minha vez de ser rei em Londres pela San e falei: Esqueça Buckingham e London Eye. Vai nos sair até mais econômico – economia é o sobrenome na Sandra (RS); Eu terei outras oportunidades para fazer isso. Ela hesitava dizendo que achava que chegando lá estaria tudo fechado.
Pergunte pra alguém sobre horário de funcionamento aqui na estação – dizia eu. Mesmo por que hoje foi o dia que meu inglês estava um lixo. Sei lá o que acontecia que estava a responder e agradecer os nativos em português mesmo. Quando percebia já era tarde de mais (RS). Daí eu completei: San, você não quer perguntar e não tem certeza de nada se estão ou não abertas as lojas de lá a esta hora. O não é o que você já tem. Eu tomei o mapa do metrô de Londres da mão dela e disse: Vem.
Não sei que mágica aconteceu. Mas em minutos me graduei em metrô de Londres. Todo caminho que fizemos, escadas que subimos, descemos, passagens que entramos, catracas que atravessamos, tudo, foi certeiro. Em menos de 20 minutos estávamos em Camden Town.
Ao sairmos da estação todas as lojas diante de nós estavam abertas. O sorriso surgiu no rosto da Sandra misturado de alegria e de vergonha por ter se exaltado com suas deduções. Esta hora eu comecei a chorar e posso dizer que foi um chora mais gostoso que ver o Big Ben. Minha amiga tinha voltado a sorrir. Eu gritei no meio da rua “EU SOU FODA!”

Realmente o bairro tem a cara dela. Entendi totalmente a tristeza que ela teve de estar perto de perder a oportunidade e estar perto do que ama. Ela se esbaldou de compras e até eu comprei uma camiseta pra mim – mas essa camiseta é surpresa para o Brasil; Era nítida a Alegria da San. Como eu sempre digo: tudo da certo no final.
Bem... não fosse o trem para Windsor... Mais uma vez pegamos o metrô sentido estação de Waterloo. Chegando lá faltando 6 minutos para as 19h, infelizmente nosso trem já havia partido. Nigel nos esperava para a Ceia de Natal e ainda sairíamos para uma noite de Natal como fazem os jovens ingleses. Completando o que disse: Tudo dá certo no final. Se não deu certo é por que ainda não chegou o fim.
Nada que algumas ligações para Maria, um metrô, a boa e velha estação de Slough, um taxi e algumas libras a mais não pudesse resolver. Chegamos a 10 York Road cansados e salvos de toda a nossa aventura em Londres no dia de hoje.
Ceamos, ganhamos presentes do Nigel e seguimos a pé para o centro de Windsor, atrás do Castelo, num bar super legal, bonito e celebramos a nossa noite com boa cerveja, bom papo, descontração e gente bonita. Duas horas da manhã os seguranças convidaram todos a se retirar, pois o bar iria fechar. É assim a noite de Natal dos ingleses em Windsor.

MARRY CHRISTMAS!

SIR ALBUKA (DIA4)

Hoje Sandra e eu tínhamos a missão de passarmos em Windsor para trocar o meu brinquedo, para ver mais lojas e ainda encontrar a Maria, prima dela que é gerente de uma cafeteria dentro de uma grande loja chamada Daniel. Tínhamos fazer tudo isso o mais rápido possível, pois ainda queríamos ir para Londres.
O programa de Windsor nos tomou muito tempo. Imagine, passar em lojas é coisa que toma muito tempo. Eram coisas pra nós mesmos, presentes para os sobrinhos da San e por aí vai... Mas tudo valeu “a pena. A Sandra encontrou a roupa ideal e o encontro com a Maria acrescentou mais um programinha em nosso roteiro. A noite conheceríamos uma típica baladinha da galera de Windsor.
Voltamos para a casa para guardar as coisas. Afinal, não dava para ir a Londres carregados de sacolas. Aproveitamos e almoçamos com o Nigel e foi-se mais um tempo precioso.

Chegou a hora de irmos para Londres. Pegamos um trem na estação de Windsor com destino a Waterloo. Lá chegamos às 16h. Isso aqui nesta época já é noite!

Saímos da estação e, de tudo que eu queria ver em Londres a primeira foi a London Eye. Quando ela apareceu diante de mim, a San já me mostrou olhando para a minha cara para ver se eu iria chorar. Meu Deus... Não posso ficar escrevendo aqui todas as vezes que choro! Vai queimar o filme... (RS) Mas até que segurei um pouquinho nessa hora. Só que o mais forte pra mim foi quando andamos um pouco mais a frente e quem eu vi? Lindo, iluminado e pontualmente tocando às 16h30 para nos receber. O Big Ben. Nessa ora eu acho que fiz até careta. (KKKKK) Realmente foi emocionante para mim... Apesar do vento muito frio e forte que fazia na cidade.

Tínhamos que andar rápido pela cidade para ainda pegarmos o trem, nos arrumarmos e encontrar a prima da Sandra. Tínhamos uma noite para curtir em Windsor ainda! Fizemos umas comprinhas e contamos voltar amanhã para ver tudo de novo durante o dia.
Era hora de voltarmos para Windsor. Antes ainda passamos pela Covent Garden. Muita comida, muita gente, muitos cheiros... uma maravilha. Até o Professor Domblerdore, diretor de Hogworts encontrei por aqui. (RS)

Da estação de Windsor para a casa do Nigel, notamos que a neve some aos pouco. Mas ainda tem bastante. Nas calçados, a neve que já foi bastante pisada fica muito lisa. Rendem muitas cenas engraçadas em nosso caminho para casa todos os dias. É difícil até mesmo para os que moram aqui. Uma dica sempre é boa. O Nigel me ensinou que temos que primeiro pisar com o calcanhar. E funciona mesmo!

Já a noite Sandra e eu entramos num Bar chamado Chicago. A balada onde já estava a Maria e suas amigas tinha muita fila e nem quisemos arriscar. Por isso a Sandra enviou uma mensagem para a prima dizendo que estaríamos no Chicago que ficava ao lado.
Enquanto a Sandra escrevia a mensagem fiquei a observar os jovens da cidade. Fiquei impressionado com a forma que se vestem num frio abaixo de zero. As garotas, magrinhas ou gordinhas se vestem com tomara-que-caia deixando as pernas, os ombros, os braços todos para fora. Alguns rapazes eu via a usar camiseta manga curta mesmo, jeans e tênis, ou no lugar da camiseta uma camisa fininha! Todos muito bem vestidos. Alguns casos de pessoas com tiaras com antenas coloridas, gorros de papai Noel e, até duas meninas vestidas de duendes de papai Noel eu encontrei. Creio que isso seja para chamarem a atenção de qualquer maneira. Pois notei que aqui não tem xaveco, pegada, flerte, carão. São muito moles. – Fico até pensando como que eles se reproduzem. (RS) Ah! Só pra completar quanto a maneira que se vestem, eles momento algum tremem ou batem os dentes de frio.

Lá dentro do Chicago, vi que as pessoas são muito duras para dançar. Não tem a sensualidade que nós temos no Brasil. Algumas pessoas chegam ao exagero da malícia. Pudera! Eles bebem muuuuuuuuuuuuuuuuito.
Essa queria contar para a minha amiga Vivi: elas batem palmas enquanto dançam! (RS) Não se preocupe, amiga. Isso não é coisa de velha por aqui, Vivi!(KKKKK)
Na hora de pedirmos as bebidas tivemos a ajuda de um funcionário galego que falava em espanhol e descobrimos depois que sabia português quando dissemos que éramos brasileiros. Muito simpático o cara.
Chegou depois a Maria com suas amigas Carla (Portugal) e Trace (França), e depois nos apresentou o jovem Daniel (Portugal).
Hoje com relação ao idioma, foi um dia que definitivamente me senti a vontade desde cedo. Consegui me virar muito bem e sozinho. Já estou me sentido muito bem. Mas quem arrasou mesmo foi a Sandra no Chicago que trocou a maior idéia com Dan... australiano, pedreiro (não é problema nenhum aqui), bonito, simpático,  e... um doce para que completar a frase corretamente.
Às 2 horas da madrugada noite se encerrou. A musica para, as luzes se acendem e somos todos convidados a nos retirar.