domingo, 4 de setembro de 2011

O DESPERTAR DO ALBUKA

À noite de sábado foi osso. Eu lembro que falei com meu primo aproximadamente às 19 horas e ele me disse que talvez  voltaria a me ligar para possivelmente pegarmos uma baladinha. Daí, eu lembro que “L” a amiga tailandesa da casa conversou comigo e logo em seguida eu comecei a sentir muito frio, e tremia muito. Lembrou quando eu desmaiei no pronto socorro em Caucaia Ville este ano. Eu logo me deitei e me cobri com a roupa do corpo mesmo. Mas o frio não passava. Eu continuava a tremer. Nada me fazia parar e nem coragem eu tinha de me levantar para trocar de roupa, pois eu poderia sentir mais frio e perder o pouco calor que eu gerei de baixo das cobertas.
Bem, depois de muito, muito tempo tomei coragem e fui até o banheiro trocar de roupa. Eu tinha o aquecedor ligado. Fui vestir as duas peças de segunda pele que tenho, mais meu pijama, mais aquela jaqueta enorme, mais minha touca e mais um segundo par de meias. Engraçado? Mas finalmente eu estava aquecido. Adormeci.
Quando era aproximadamente 23h40 meu celular tocou. Era meu primo ligando para sairmos. Acordei assustado e corri para o banheiro para não acordar meu flatmate que nem estava no quarto. (RS) Falei que não iria rolar a balada eu que não estava passando muito bem para sair. Contei do frio e das dores no corpo.
Quando desliguei o celular, veio a mesma tontura de quando eu desmaiei no posto de saúde de Caucaia Ville este ano.  Eu me ajoelhei no chão e com força consegui me levantar. A tontura voltou e cheguei até o corredor e fui ao chão novamente e de quatro, com meus braços tremendo e tentando lutar contra a gravidade. Mas foi inevitável. Fui ao chão.
Durou pouquíssimos segundos. Mas foi como se nesse tempo eu apertasse o botão REW e toda a minha aventura na Nova Zelândia fosse rebobinada em minha cabeça e me perguntasse: Foi tudo um sonho? A expectativa era: Vou acordar em minha cama no aconchego de meu lar e na proteção de minha família?... Não. Era real. Dessa vez eu estava sozinho e agora era só eu por mim mesmo. Gemi baixo para não chamar a atenção na casa. Juntei forças para voltar para cama e passar o resto de meu tempo em repouso.
Eu não sei dizer exatamente o que aconteceu. Fraqueza?  Ora, eu tenho me alimentado bem! Minha dispensa está cheia. Hipoglicemia? Se a bioquímica diz a verdade que carboidrato vira glicose, isso não me falta! Tenho comido macarrão, batatas, biscoitos de arroz que são uma delícia aqui! Só esta semana tomei bem uns cinco sorvetes do McDonalds que me garantem o açúcar... Desidratação? Talvez. Confesso que tomo pouquíssima água aqui. Eu me esqueço de tomar água no Brasil. Imagine aqui que é frio...
Eu amanheci melhor, fui dar uma volta pela cidade e pra variar fui até a lan house do Shopping Center onde já falei pra argentina que trabalha lá que ali é minha segunda casa. Ao se despedir, imagine que ela me disse “até amanhã”. (KKKKK) Na realidadetenho ido até La, pois estou preocupado com uma mensagem da minha amiga Sandra que recebi pelo facebook. Espero amanhã conseguir contato com ela, na escola durante o dia e noite de domingo no Brasil.
Falando do meu domingo... Foi muuuuuito loko!!! O Boy me convidou par o Good By Day do Xabi , o rapaz que me indicou para o “bico” no restaurante que ele trabalhava e na Nataly. Eles estão voltando para seus respectivos países na Europa.
Cara! Eu bebi muito. E me soltei... Eu conversei muito com a galera. Falei inglês de montão, usei meu espanhol, meu italiano, meu pouco francês e meu português. Conversei com todo mundo e mostrei pra galera de casa que sou um cara legal. Mas infelizmente preciso estar bêbado para mostra isso. (Essa é para o Léo Mergulhão). Mesmo assim foi muito legal. Brincar com o pessoal, participar das joke drinkining. O pessoal pirava quando o brasuca aqui virava a cerveja. (KKKKK) Era muito loko os japas gritando juntos Rebson, Rebson, Rebson... (KKKKK) Foi um domingo muito legal e fez eu me sentir melhor depois da péssima noite de sábado.