sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MAIS UMA SEMANA


Foi-se mais uma semana em Queenstown. Ainda mais especial. Foi minha primeira semana de aula. Aff... MEU!!! Só dá Jaspion lá! Claro, encontrei dois franceses, um colombiano... Mas a maioria é asiático mesmo. O achado pra mim foi uma bahiana arretada que eu fiz amizade, a Diane.
Voltando a falar das aulas, eu me senti perdidão nos primeiros dias. Fui classificado na avaliação como intermediate. Já comecei com num nível um tanto avançado! De manhã eu até consigo levar a aula de boa. Mas á tarde!... Receio que eu tenha que mudar de turma na parte da tarde. Se bem que na sexta, teve uma figura – pasmem: japonesa! (KKKKK) que me fez “crescer o zóio”; algo me diz que vou me esforçar para não mudar de turma. (HEHEHE)


Bem, minha esperança está neste curso. Digo, em falar fluentemente o inglês. Afinal a primeira semana aqui me fez passar por situações que agora eu posso chamar de engraçadas, mas que no momento me frustraram.  Atitudes como, torcer para a conversa em inglês terminar logo, pois eu não estava entendendo tudo, procurar lugares isolados da cidade para ficar sozinho, andar com o dicionário como amuleto, ir até a lan house para consultar o tradutor Google e até se trancar no banheiro do Shopping Center para consultar o dicionário! (KKKKK)
Eu estou me enturmando com o tempo. Final de semana passado eu ajudei a galera da casa a preparar uma pasta, esta noite fiquei até tarde assistindo filme com a amiga argentina Emilia e o kiwi Jordan.  Já estou trocando idéia com gente fora da casa, o Xabi, que está me ajudando com um primeiro bico. A alemã Nataly que me indicou num restaurante bem legal. E por aí vai...
Também está sendo legal a experiência de voltar a ser estudante. Definitivamente é como se eu tivesse vindo para a Terra do Nunca como Peter Pan. (HEHEHE) Aqui é uma terra onde todos são jovens e a minha nova rotina me leva a ter tal comportamento como estudante. Coisa que eu poderia ter feito quando colegial ou universitário, mas não rolou na época. Sabe, coisas do tipo: ser econômico com a grana, trocar refeições pelo miojão, comer varias vezes o lanche mais barato no McDonalds , comprar o chocolate de 1 dolar, procurar os produtos e os lugares mais baratos para se comprar, beber em casa e entrar na balada sem consumir por ser muito cara a bebida, usar apenas a internet da escola e ir até a lan house usar a internet em menos de 3 minutos para não pagar... Por enquanto está sendo divertido fazer e aprender coisas deste tipo. Vamos ver até quando isto vai, né? (RS)
Quanto a Queenstown, apesar de ser uma cidade pequena, aqui as coisas acontecem. Pra começar, estou chegando ao país em véspera de um grande evento mundial. Que pra variar o Brasil está de fora. Trata-se da Copa Mundial de Rugby. O país está em festa por este evento. Toda loja e supermercado vendem alguma coisa do evento. A cidade de Queenstown mesmo está com todos os postes com bandeirinhas da copa. Haja vista que este esporte é tão popular aqui quanto o futebol para o Brasil. Eu tive a oportunidade de ver num pub no sábado passado o primeiro tempo do jogo entre Austrália contra os ALL BLACKS, como é chamada a seleção da Nova Zelândia. A galera se reúne nos bares e pubs da cidade para assistirem juntos tomando cerveja. Cantam orgulhosamente juntos o hino nacional e aguardam ansiosamente pela HAKA, um típico grito de guerra maori entoado para amedrontar o inimigo. É MUITO LOKO!


Voltando a falar de Queenstown, é neste pequeno vilarejo cercado de montanhas que a Seleção Inglesa de Rugby virá treinar. Aquele primeiro campo de Rugby que vi na minha vida, que estava forrado de neve quando cheguei e agora estou morando pertinho dele, está preparado para receber os jogadores ingleses que terão como primeiros oponentes os argentinos. Vou torcer pra Argentina, nuestros ermanos, viu! São os únicos Sul Americanos no evento.


Sabe que até a natureza aqui é única, né? Outro dia, passando ao lodo deste mesmo campo, me surpreendi com uma árvore que tinha lá. Ela me lembrou um pinheiro artificial que minha mãe comprou uma vez para o natal. Eu critiquei tanto ela... Disse que o pinheiro era horrível e com cara de coisa falsa. Pois bem, aquele o pinheirinho falso da mamãe reproduz exatamente o típico e original daqui... Desculpe, mãe. L


Bem, e pra terminar, quero deixar registrado também aqui que nesta semana – segunda na Nova Zelândia e domingo no Brasil; a Jully, a nossa já velhinha poodle nos deixou. Eu já sabia que isso estava por acontecer. Tanto que quando eu me despedi de minha irmã no Brasil eu senti por não estar com ela quando isso acontecesse. Afinal, a Jully foi a maior companheira de minha irmã e eu sabia que a Má iria sofrer.  De certa forma me consola saber que a Jully se foi sem sofrer e sem minha irmã ter que tomar a difícil decisão de mandar sacrificar. Eu sinto muito este momento pela minha irmã e também pela amiguinha que, por mais que ela já estivesse incomodando eu gostava do dela. Lembro inclusive que quem cuidou dela no tempo que minha irmã ficou na África trabalhando, fui eu. Brincadeira a parte, a idade que a Jully tinha fez ela chegar ao ponto que apenas ficar farejando e procurando qualquer migalha que fosse com um apetite insaciável o dia inteiro. O que lhe rendeu o apelidinho de Julixo por mim. (RS) Não era maldade momento algum. Apenas uma brincadeirinha que minha irmã mesmo se desconcentrava e ria também. A amiguinha da família se foi, mas vai nos deixar recordações de bons momentos pra sempre. Obrigado, Ju.