quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PLACAR EM BARCELONA (10/01/2011 – DIA22)

Antes de deixarmos o território italiano, abastecemos a NAVE MÃE de combustível, água, vinhos para o co-piloto – eu na ocasião; energético, queijo e, salame. Eram os últimos sabores da Itália e a viagem seria longa.

Ficamos encantados com a noite de Genova. Infelizmente nem fotos foram possíveis tirar para registrar este momento. Só ficou a vontade de voltar. Apenas uma coisa eu pedi para fazermos. Estávamos margeando uma praia por longo tempo. Pedi para a Sandra parar para sentirmos a praia européia. Claro que ela parou. Ela queria também! Estacionamos a NAVE MÃE facilmente. Ao sairmos, a brisa fresca com cheiro de mar era uma delícia. Fomos até a areia de grãos grossos e de pedrinhas pequenas e redondinhas. Ainda era pouco. Queria a água. Eu só conhecia a Água do Oceano Atlântico que banha a costa de nosso Brasil. Eu queria sentir a água do Mar Mediterrâneo. Era besteira irmos descalços. Mas às vezes penso que deveria ter ido sem tênis, viu... Por causa disso tínhamos que tomar cuidado para a água não molhar nossos pés. Quase uma onda forte pegou a San (RS). E eu, rapininho, consegui pegar um pouco de água e sentir o sabor dela. Não era salgada como a nossa. Coisa de louco fazer isso, mas fizemos.
Faltava pouco para cruzarmos a fronteira com a França. Por precaução o comando da NAVE MÃE passou para mim. Afinal, estava tudo em meu nome e ainda em último caso eu também me precavi em tirar minha PID (Permissão Internacional para Dirigir). Anoiteceu e eu cruzei toda a madrugada e o sul da França. A Sandra de minuto em minuto acordava preocupada com medo de que eu dormisse ao volante. Eu insistia para que ela dormisse e descansasse para quando assumisse o comando. Mas no momento eu era o comandante e zelava por nossa segurança e chegada ao nosso destino. Prometi para ela que se o desgaste me pegasse eu pararia o carro com segurança e lhe passaria o comando.
Esse momento chegou faltando pouco mais de 40 km para chegarmos a Barcelona. Eu juro que queria chegar ao destino. Mas trato é trato e, bom mesmo é chegar vivo. Passei o comando para a Sandra e apaguei por alguns 30 minutos que pareceram horas de sono. Acordei com o dia amanhecendo e a Sandra filmando o lindo nascer do sol na Espanha. A paisagem era deslumbrante. No caminho havia castelos, montanhas, campos de captação de energia eólica e, todo o percurso no alto de algumas elevações o símbolo maior dos espanhóis, o TOURO.

Barcelona é encantadora. Foi apenas uma manhã na cidade que foi suficiente para nos apaixonarmos e mais uma vez juramos voltar. É a terra dos catalães, de Antonio Banderas, do artista e arquiteto Gaudí. É uma cidade na Espanha que se fala espanhol e catalão. Todas as lojas que entrávamos estavam presentes os dois idiomas. Nosso tempo lá foi suficiente para as compras, passeiozinho na Catedral de Barcelona que, mesmo em reforma não perdeu seu encanto; nas Ramplas, ver o mar e, paquerar.



Forte encarada em Barcelona vale 5 pontos.
A Sandra foi comida com os olhos por um tiozão espanhol bonitão de olhos azuis. O cara até abriu o caminha para a deusa de cabelos vermelhos passar. (RS)
Eu, dentro da ZARA, levei uma encarada que quem perdeu o rumo foi a Sandra. Pensamos até em passar uma noite na cidade, pois o lugar prometia, hein!
Placar: Cinco pontos pra Sandra. Cinco pontos pra mim.
Sandra estava com -45. TOTAL: -40 pontos
ALBUKA estava com 25. TOTAL: 30 pontos
TO GANHANDOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

ARRIVEDERCI ITALIA (09/01/2011 – DIA21)


Depois de todas as emoções de Roma, viemos para Firenze para passar a noite. Chegamos já tarde e só nos restava descansar. Posso dizer por mim, quem veio dirigindo nesta primeira etapa. Eu estava super cansado.

Levantamos e fomos tomar nosso café. A cidade nos esperava. Quer dizer, eu estava cheio de expectativas para realizar parte de meu sonho aqui em Firenze. Nunca estive tão próximo da obra prima de Michelangelo, o David. Também a obra “O nascimento de Vênus” de Botticelli. Mas foi um dia para eu refletir e decidir se conheceria a cidade ou se passaria o pouco tempo que tinha dentro de museus. Estas obras estão em museus diferentes. Eu teria que passar pelos museus rapidamente e ainda pagar pelo que mal iria ver. Nem tempo teria para verdadeiramente apreciar o que eu queria ver. Mais, a Sandra não estava a fim de ir. Podíamos nos desencontrar. Então, decidi conhecer a cidade. Conhecê-la vai me motivar a voltar com tempo dedicado a ela e aos museus que ela me oferece. Claro que o coração ficou partido. Mas valeu a pena. A cidade é encantadora. Mais uma vez tiramos um montão fotos, vimos igrejas lindíssimas e compramos lembranças da cidade. Aliás, minha mãe me incumbiu de comprar para ela uma arte de cada lugar que eu passar. Estou seguindo a risca.
Esta é a NAVE MÃE.
Embarcamos na NAVE MÃE. Teríamos que correr contra o tempo para cumprir a nossa programação. Considere o atraso do dia anterior por causa da retirada do carro. Dessa vez o comando estava nas mãos de Sandra.

À tarde chegamos a Pisa, que era outro lugar que queríamos conhecer. A atração da cidade é a Torre inclinada mesmo. Ou seja, um pequeno tempo lá foi suficiente para admirá-la, tirar fotos, ir ao banheiro, comprar lembranças, comer e partir.
Agora “vambora” que uma grande jornada nos espera. Barcelona é o nosso próximo destino. Doeu o coração deixar a Itália...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

BEM VINDOS À NAVE MÃE (08/01/2011 – DIA20)

Hoje dedicamos o dia para retirada do carro. Fomos para a estação Termini sentido Fiumicino. Chegamos na hora combinada e esperamos hoooooooooras. Mas finalmente apareceu a plaquinha com a inscrição ALBUQUERQUE.  Subimos numa Van e fomos levados para longe do aeroporto para uma região de galpões, longe de comércios e residências. De repente bateu um medo... Parecia que estávamos sendo levados para retirada de nossos órgãos para serem vendidos. Aff... Pura viagem, né? Enfim, assinei uma papelada, recebi algumas instruções e partimos para o centro de Roma para pegar nossas bagagens no hostel. Como conseguimos? Tínhamos um GPS fabuloso... Quer dizer, fabulosa. Era uma voz de uma portuguesa que nos orientava em todo o caminho. Dei o nome dela de Maria. O carro era um CITRÖEN C4 PICASSO ENVENENADO, zero quilômetro, todo equipado, um painel incrível, espaço para 7 pessoas, teto solar, ar condicionado, um retrovisor enorme que tornava toda imagem diante de nós uma obra de arte. Sensores em todo canto, um aparelho de som fabuloso e entrada USB – Levei um pen-drive com tudo que precisava ouvir. (HEHEHEHEHE) Era uma máquina incrível. Batizamos ela de NAVE MÃE.
Bem, pegamos nossas coisas no hostel e partimos para Firenze com a nossa NAVE MÃE. Nossa alegria de estarmos com ela é que agora começa a temporada de compras para nós e está tudo em promoção!!! É só colocar tudo dentro do carro. Mala a gente vê depois...

ALBUKABEÇÃO (07/01/2011 – DIA19)

De verdade, pra mim era mais importante ver a Capela Sistina do que ver o Papa. Como ontem foi feriado no Vaticano o Museu estava fechado e consequentemente não foi possível ver a Capela. Voltamos hoje para terminar de ver o Vaticano. Considerando que à tarde finalmente retiraríamos o nosso tão esperado carro no aeroporto de Fiumicino.

Admiramos o lindo museu e finalmente estava lá a Capela Sistina. Toda feita por Michelangelo. Como diria o amigo Christian “é surreal”. As pinturas parecem saltar das paredes. Chegam parecer reais. Ao redor, custou muito para eu acreditar que as cortinas eram na verdade pintadas. O efeito de luz e sombra era perfeito e davam a nítida sensação de volume nos tecidos. Tudo isso numa pintura que representava com perfeição bordados em ouro nestas cortinas. Na parede ao fundo, uma imagem que narrava perfeitamente o juízo final e, no meio do teto, nada tão grande, mas estava lá “A criação do Homem”. Lindo. Não posso postar fotos nossas aqui. Fotos são PROIBIDAS na Capela justamente para conservação da arte de gênio. Mas nada como sentir... Claro que seria melhor se não fosse o tumulto, o comércio nos corredores e seguranças chatos fazendo shhhhhh... Ai, que saco! Mas estava satisfeito.
Hora de correr para Fiumicino... Epa, deixa eu ler o contrato de novo... PUTAMERDA!!! Fiz cagada. Era pra ter ligado para a empresa assim que chegamos na Itália para marcarmos o encontro... Já era tarde. Só nos restava ligar para a Lucyene e ver o que dava pra fazer. Ela nos disse pra continuar tentando ligar. Foi o que fizemos e decidimos passar mais um dia no hostel e de manhã irmos para Fiumicino.
Pra quem diz que eu sempre sou o dono da razão... Dessa vez ALBUKA se calou. Foi mau, San...
Mas no final das contas descolamos um quarto muito melhor e celebramos a cagada da viagem com um delicioso vinho e a verdadeira pizza italiana. Eu acredito que tudo sempre dá certo no final.

ALBUKA EM: ANJOS E DEMÔNIOS (06/01/2011 – DIA18)


Sabe aquela expressão “É como ir para Roma e não ver o Papa.”. Acreditem. Nós vimos o Papa Bento XVI. Hoje é dia de Reis e quando chegamos ao Vaticano, vimos a Praça de São Pedro lotada e todos olhando para o alto e ouvíamos uma voz ao fundo. Aquela voz não era tão estranha... Eu exclamei “Sandra, é o Papa!” Corremos para o centro da praça onde teríamos ângulo de vista. Lá estava ele. No alto, pequenininho... Mas prendendo a atenção de toda aquela gente que preenchia o espaço da praça. Era lindo o carinho e mesmo a fé de alguns ao tentar um aceno para o Papa como se ele pudesse vê-los.
Vimos o Papa por menos de um minuto. A emoção da Sandra foi tanta que se esqueceu de pegar a máquina e registrar este momento. Só deu para pegar a retirada do pano que é hasteado para as aparições do Papa naquela janela.

Logo depois a praça esvaziou. Apenas um pequeno tumulto no centro, pois ainda estava exposto um grande presépio.  Por causa deste presépio foi colocada ao redor do obelisco central da praça uma barreira. O que me impediu de me aproximar de mais uma obra Illuminati que representa o elemento ar. É o anjo dos 5 ventos oeste. Ele que aponta para o próximo templo. Lembram? “Os anjos os guiarão em sua busca sublime.”

E... Nem é mais novidade. ALBUKA chorou novamente. A praça de São Pedro é pura arte. Eu estava no meio de uma arte projetada por Bernini. Até a Sandra se emocionava com o que via. Ela estava diante de imagens que ela cresceu vendo em sua família católica. A Sandra até ligou para os pais dela para contar que viu o Papa. E foi lindo ela contar que eles se emocionavam pelo telefone com o que ela contava. É definitivamente uma família de muita fé.
Em seguida tentamos ir até o Museu do Vaticano. Mas uma italiana que distribuía panfletos nos informou que hoje era fechado. Dia de Reis é feriado no Vaticano. Voltamos para a Basílica de São Pedro. Lá estava aberto e tínhamos que conhecer. Primeiro fomos ao mausoléu onde estão enterrados todos os Papas. Inclusive João Paulo II. Neste tinha até um espaço para que as pessoas parassem para rezar.
Hora de conhecer a Basílica. Pagamos e começamos subindo para a cúpula. E dá-lhe escadas... Primeiro nível estava eu diante da arte de Michelangelo. Meu Deus, que emoção pra mim. Quando olhávamos de longe o outro lado da cúpula, a sensação era de que havia esculturas de anjos que sobressaíam à parede. Ao olhar para o meu lado dei conta que eram mosaicos. Tamanha era a perfeição. Era tudo muito grande, muito perfeito. Ficamos um bom tempo por lá fotografando e admirando o que víamos. Saímos e ainda pegamos uma longa escadaria de corredor muito estreito até o topo da cúpula de São Pedro. A vista de Roma lá de cima era linda. Eu estava no topo de Roma. No alto da cidade que eu mais desejava conhecer.


Descemos e fomos conhecer a Basílica. Ainda pudemos ver a típica guarda suíça. Emocionar com tudo que se víamos lá dentro. Comprar algumas lembranças e, pra mim era especial esse momento de compras. Hoje é aniversário do meu pai.
Ah! E quem eu fui encontrar por lá? Aquele gordinho chato da Globo que trabalha no Zorra Total. A Sandra disse que adorava ele... aff. (RS)
Diante da santidade de todo aquele lugar e tudo o que representa para a cultura ocidental cristã, eu me ajoelhei e rezei: “Obrigado por tudo que estou vivendo, Meu Deus.”
Saindo da Basílica quase perdemos de ver a Pietá de Michelangelo. Mas lá estava ela, linda... A San tirou um montão de fotos.
Lá fora fomos presenteados como na saída da Catedral de Notre Dame em Paris. Com um longo toque dos sinos do templo maior Católico Apostólico Romano.
Só fiquei triste por tentar no final disso tudo uma ligação para a minha família para dizer que estava bem tudo que acabara de ver. Mas de todos os números que disquei nenhum me atendeu. Só me restou a minha tia do Paraná. Pedi para que ela dissesse para minha mãe que eu estava bem.
Enfim, San e eu seguimos pela cidade que já anoitecia. Passamos pelo templo Illuminati, o Castelo de Sant’Angelo e depois fomos na Piazza Navona na fonte do elemento água onde Robert Langdon resgatou o último Preferiti.
Também vimos o Consulado Brasileiro que fica nesta mesma praça e depois passamos no Pantheon, onde estão enterrados os mais celebres italianos da história como o artista plástico Rafael entre outros.



Hmmmm... E porque não encerrar o dia com mais um gelato de chocolate com laranja na Fontana de Trevi? (HEHEHEHEHE) Fomos de novo. (RS)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ALBUKA EM: O GLADIADOR (05/01/2011 – DIA17)

Hoje foi o dia de conhecer o Coliseu. Acordamos cedo e fomos acompanhados dos novos amigos brasileiros Eros e Christian.


Também passamos pelo Palatino que fazia parte do ingresso que compramos para ver o Coliseu.

Eis a “pomba gorhhhda” do Eros. Imaginem ele dizendo isso com sotaque carioca. Isso vai virar bordão. (RS)

Fontana di Trevi. Ao lado dela apreciamos uma boa pizza italiana – mas boa mesmo. Por que ótima é a paulistana, meu! E ainda de frente para a Fontana apreciamos no friozinho de Roma um delicioso gelato, sorvete. Eu descobri uma maravilha de gelato de chocolate com laranja. Ai... os sabores da Itália.

Ah! Só pra rir um pouco. O Eros quis uma foto da polícia. Eu peguei a máquina dele e quis bancar o esperto. A máquina disparou o flash e em segundos o policial veio até mim, viu o conteúdo, deletou e perguntou se eu falava italiano. Eu disse falsamente “um poquito”, como quem quer dizer “não sei nada”. Mas aInda assim levei uma comida da polícia italiana e entendi tudo. (KKKKK)
Hoje eu comecei a caçar Illuminatis. Passei pelo templo do fogo na Igreja Santa Maria della Vitória e vi a obra O Êxtase de Santa Maria feita por Bernini. Amanhã quero ser novamente Robert Langdon e Sandra será Vittoria Vetra de Anjos e Demônios na busca dos outro templos.

No final da noite de hoje passamos numa feira. Compramos alguns embutidos, queijos, vinho e pão, tudo tipicamente italiano e fizemos o nosso jantar no quarto do hostel. Foi muito legal compartilharmos os sabores da Itália juntos.

Ah! E depois de tudo isso, Sandra foi dormir e fiquei com os meninos no bar do hostel. Por lá o Eros pesquisou em seu iPod uma baladinha próxima para irmos e seguimos noite a fora nas ruas de Roma. A balada era meio over. Também, pudera. Estávamos no meio da semana e era o que tínhamos para hoje. Mas logo na entrada da balada a galera já se alegrou ao saberem que éramos brasileiros. (JEJEJEJEJE) Não teve pegação nenhuma. Só gente feia me olhava hoje. O Eros foi quem se saiu melhor. O melhor era voltar para o hostel, descansar, pois amanhã cedo cada um toma seu rumo. Sandra e eu vamos ao vaticano, o Eros parte para Budapeste e o Christian tem que arrumar suas coisas também para partir de Roma. Foi um dia muito legal na companhia dos novos amigos.

VIM, VI, VENCI – ALBUKA EM ROMA (04/01/2011 – DIA16)

Como nosso avião partiria de Amsterdam para Roma aproximadamente às 6h 30 da manhã, optamos por não dormir. Pois teríamos que chegar ao aeroporto lá para as 4h 30. O Niels foi um fofo. Acompanhou a gente o tempo inteiro. Ligou para o taxi e foi conosco ao aeroporto.
Quanto as nossas bagagens, um pequeno espaço que fosse valia ouro. Resolvi meu problema de espaço vestindo minha segunda pele, uma blusa de lã e três jaquetas. O que me rendeu o apelido de Marshmallow Man. Foi horrível eu ficar com aquele montão de roupas. Rendeu muitas risadas de minha cara também. E pra ficar pior, aquela comilança vegetariana dos dias anteriores me deu um piriri dos infernos e, tive que ir para o aeroporto com essa sensação péssima.

Marshmallow Man

Apesar de tudo, foi triste deixar Amsterdam e o nosso amigo. Sandra e eu aproveitamos cada oportunidade de ver o amigo Niels depois de cruzarmos o portão de embarque. Enfim, mais uma missão cumprida. Roma nos espera.
A Itália eu creio que era o meu maior sonho. Sei lá de onde vem essa paixão que tenho pela Itália. Deve ser coisa de outra vida. (RS) O italiano foi o primeiro idioma que aprendi depois do português. Isso em 1996/97. A Itália seria meu novo desafio. Mas já sentia medo. Pois ouvia os italianos falando dentro do avião e parecia muito rápido e não os entendia. Cheguei a pensar que por causa disso e de depois de chorar tanto até agora e por estar trocando de corpo com a Sandra, não iria chorar pelo que eu estava por ver. Quando dei conta pela janela do avião que sobrevoávamos território italiano, eu voltei a chorar. Até solucei. Ainda bem que a Sandra estava a dormir para não rir da minha cara.
Chegamos. Foi a coisa mais fácil entrar na Itália. Parecia que descemos num terminal qualquer do Brasil. No aeroporto de Fiumicino não passamos pela polícia. Estávamos livres na Itália. Quando li num guia que era bem fácil essa entrada, principalmente para quem vem de dentro da Europa mesmo. E senti um sarcasmo no guia quando dizia “mostra a organização do país” (RS) Mas era verdade. Eu até brinquei com a San dizendo “Eu quero a polícia! Eu quero dizer pra quê eu estou aqui. Eu quero dizer quando eu volto para o Brasil!”(KKKKK)
No percurso de trem de Fiumicino até Roma não vi imagens tão bonita assim não. Até me lembrou alguns lugares do Brasil. Era lixo na beira da linha de trem, lugares sujos, prédios abandonados. (AFF) Mas o nosso destino era Roma. Isso me consolava.
Chegando na estação Termini em Roma, sabíamos que nossa hospedagem era próxima. Mas por onde sair? Onde está a rua? Foi aí que meu italiano foi útil. Fui perguntar. Recebi toda a orientação de um senhor de uma banca de jornal e, pra falar mais um pouquinho perguntei mais uma vez e logo estávamos em nosso destino. Meu italiano funciona! É muito gostoso sentir isso.
Deixamos nossas coisas nos hostel, pegamos um mapa e saímos para conhecer Roma.
Essa eu tenho que contar!
Quando saímos para conhecer a cidade, uma voz próximo ao ouvido da Sandra disse ciao. A Sandra com cara da pazza veio até mim e disse "Que cara louco! Veio e me falou tchau! Eu olhei e disse tchau pra ele também e fui embora!" Eu não aguentei... "Sandra, sua marmota! Você acabou de perdeu um xaveco! Ciao em italiano é oi!!!". Com essa eu falei pra Sandra que ela perdeu 50 pontos. Bem, ela estava com 5 por comversar com o australiano em Windsor. Total: -45 para Sandra. Quanto a mim: Eu beijei em Amsterdam  (50 pontos). Recusar um convite em Amsterdam (-25 ponto) Eu estou com 25 positivo. Estou ganhando da Sandra. (KKKKK)
Voltando para Roma... O Coliseu não deu para entrar hoje por causa do horário. Mas a gente volta. Roma está só começando para nós e posso dizer que esta cidade está correspondendo a toda a minha paixão e fascínio que tenho por este lugar. Nos próximos dias eu quero me sentir Júlio Cezar, Alexandre O... Melhor: ALBUKA, O GRANDE.
BACIO.