sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

UM DIA DE PETER PAN (DIA8)


Já há alguns dias que pude notar que os ares da Europa estão fazendo muito bem para mim. Isso está na minha cara. A minha pele nunca esteve tão boa. E a da Sandra também. Acho que é por causa do ar seco daqui.
Mas hoje, assim que acordei, notei uma coisa ainda melhor em mim: Nunca meus olhos estiveram tão verdes. E quem me conhece sabe que para isso acontecer, depende do dia, da luz do sol e de meu humor. Acho que eles anunciavam que meu dia seria muito bom.
Ah! Essa não pode passar batido: Sandra entrou naqueles dias... Ela não trouxe seus aparatos e não sabe falar uma palavra em francês. Sobrou pra quem? Oui. ALBUKA comprou absorvente para a Sandra em Paris. (KKKKK) Se consegui fazer isso, é sinal que tenho futuro com o idioma francês. (KKKKK)
Voltando a falar de dia feliz, o dia de hoje foi dedicado a Disneyland Paris. Um sonho meu de criança. Não vou escrever muito aqui sobre isso. As fotos falam. É nítida a alegria na cara da Sandra e na minha. Nos divertimos realmente como crianças hoje.
O primeiro choro da Sandra foi ao assistir uma apresentação de natal do Ursinho Pooh. (RS) E pra eu não perder o costume tenho que dizer também do meu choro. À noite as luzes do castelo da Bela Adormecida se ascenderam e começou uma linda apresentação de luzinhas brancas que deixou o castelo ainda mais bonito. Tudo narrado pela voz de Mickey Mouse e ao som de musicas natalinas. Foi emocionante pra mim. Como eu chorava. Estávamos na Disneyland Paris numa ocasião super especial, as celebrações de Natal. Posso dizer que hoje foi um dos dias mais felizes de minha vida.
O dia terminava, as filas diminuíam no parque e até repetimos os melhores brinquedos que passamos. Uma das montanhas russas que passamos, quando o carrinho chegou ainda não havia formado outra fila e todos que estavam no carrinho nem precisou se levantar para fazermos o passeio de novo. Foi muito legal isso. Saímos super tarde do parque.
De volta ao hostel conhecemos nossos passeios de quarto. Dois brasileiros loucos somente afim de diversão e sexo fácil na Europa. Nos mostraram no celular deles as fotos que tiraram na rua apenas de cueca no frio abaixo de zero da noite de Paris para fazer bagunça. Loucos-loucos... Enfim, estes são o Alexandre do DF e o Thiago de Mato Grosso. Os caras são legais!

ALBUKA EM: A CIDADE LUZ (DIA7)

Hoje acordamos às 6 da manhã para irmos embora. O taxi estava pontualmente às 7h em frente a da casa do Nigel.
Estava muito frio na estação de Sant’Pancras. Ainda deu tempo para as minhas manias de criança. (RS) Quis tirar uma foto em frente à estação de King’s Cross. A estação de onde sai o Hogwarts Express. Ah! E também onde a polícia inglesa matou um brasileiro há algum tempo atrás
Eu sempre quis andar de EUROSTAR e, cruzar aquela porta de entrada e passar pelo check-in foi mais um momento de realização de um sonho. E olha que ainda não estava dentro do trem! Aguarda o trem foi questão de alguns momentos. Suficiente para comprar as últimas lembranças de Londres.
Chegou a hora de partir. O EUROSTAR é super confortável. É um avião nos trilhos. Com direito a todo serviço de comissárias muito simpáticas que já nos mostrava a cortesia da gente francesa. Foi até o momento de começar a arranhar o meu francês.\

Passar por baixo do mar, como esperava nem sentiria. Mas pensar em toda a tecnologia e segurança para um meio de transporte deste é incrível! De volta à superfície tive minha primeira visão da França. Já comecei a filmar a vista e também para mostrar a velocidade do trem. A paisagem com suas casinhas vistas de longe pareciam para mim uma maquete de tão bonitinhas que eram. Claro que me emocionei de novo enquanto Sandra dormia. (RS)
Na estação Garde du Nord a primeira coisa que a San quis fazer? Fumar. Fomos para o lado de fora e começamos a fazer nossos primeiros contatos. Era taxista português, algumas vozes de brasileiros - eta praga que é este povo! (RS); e também mendicância. Mas aqui até os mendigos são chic. Eles pedem em inglês também! (RS) O máximo que Sandra deu foi um cigarro e eu dei um centavo de libra (KKKKK) Estou portuga como a Sandra já. Mas era o que eu tinha no bolso. E esse monte de bagagem já está me irritando. Não iria abri-la para dar esmola.
Voltando para estação para pegarmos o metrô e irmos para o hostel. Descendo as escadas fomos abordados mais uma vez. Mas agora por meninas que se identificaram como surdas mudas. Sandra e eu cometemos o mesmo erro. Pensamos que era apenas um abaixo assinado, mas queriam dinheiro também. Tentamos dar 2 Euros mas tinha que dar a partir de 5. Sandra e eu perdemos dinheiro nessa! (KKKKK)
Andar no metrô de Paris foi super fácil. São trens e estações que já são bem velhas. Mas são absolutamente funcionais. O transporte funciona muito bem aqui.
Ao sairmos da estação uma senhora francesa viu que estávamos perdidos e prontamente nos mostrou o hostel que estava ao nosso lado. (RS) O hostel não era tão bom, mas também não era o pior. E tinha a cara da Sandra também. Uma jovem recepcionista estilão rockeira, cabelos descoloridos, bem brancos, óculos de armação grossa e piercings na cara. Como viu que meu francês era aquela maravilha, prontamente começou a falar em inglês conosco. Tínhamos um lugar para dormir. Como ainda era cedo, fomos andar pela cidade.
O frio aqui e já em Londres não me incomoda mais como quando chegamos. Nem tremo mais! E neste clima de inverno de Paris fomos visitar alguns pontos turísticos da cidade.
Com o mapa em minhas mãos e o meu “infalível” senso de direção fomos primeiro à Torre Eiffel. No percurso pela Rue du Commerce ficava sempre olhando para o alto a procura dela. Quando chegamos à Ècolle Militaire em frente ao grande jardim que termina ao pé da famosa torre. Meu Deus! Ela é incrivelmente grande!
Tiramos algumas fotos, tomamos o nosso primeiro vinho quente, compramos algumas coisinhas e seguimos para o Arco do Triunfo que também é incrível. De la seguimos por um passeio na Champs Elysées, entramos em algumas lojas, vimos algumas apresentações de Street Dance nas calçadas e seguimos nosso passeio. Já era noite, o frio aumentava e estávamos muito cansados também. Hora de voltar para o hostel. Todo percurso passamos por pontos turísticos e dá-lhe mais fotos, mais fotos, mais fotos.

Quando cruzávamos a Pont Alexandre III pode dar uma panorâmica na cidade ao nosso redor e já me emocionava com o que via. Quando a Sandra fez um comentário: “Aqui é diferente. Não é escuro como Londres.” Eu com a voz de quem já não conseguia disfarçar mais o choro disse: “Estamos na CIDADE LUZ”.
Na chegada no quarto do hostel demos conta de que não estávamos mais sós no quarto. Dois rapazes deixaram suas coisas lá e foram curtir a noite. Bem, Sandra e eu temos que descansar. Afinal, acho que tenho ainda muito para chorar por aqui.

AU REVOIR.

sábado, 25 de dezembro de 2010

NATAL DA SILVA DE ALBUQUERQUE DE SOUZA (DIA6)



Hoje foi um dia típico de inverno inglês. Não saímos de casa, assistimos programas da TV inglesa, conversamos bastante, almoçamos o nosso peru, o Nigel ascendeu à lareira e, imperdível, a Sandro filmou eu me jogando na neve para fazer o desenho de um anjo... Sempre quis fazer isso. Eu vi num filme! (KKKKK)
Ah! Consegui falar hoje com minha mãe por MSN e desejar feliz Natal para ela e todos por lá no Paraná.
Aqui é engraçado o quanto o Nigel tira sarro do vicio de linguagem de Sandra desde sua primeira visita a Inglaterra, há cinco anos atrás, e dura até hoje quando diz “NOSSA”. Fica mais engraçado ainda com seu sotaque de inglês britânico misturado com português de Portugal. (KKKKK)
O dia também foi de preparar as malas. Pois amanhã cedinho embarcamos para Paris.

GOODBYE, LONDON.

ALBUKA EM: UM SORRISO DE NATAL (DIA5)

Tínhamos este dia todo para dedicarmos exclusivamente a Londres – na teoria.
Sandra quis levar um presente para a Maria no Daniel. Dar mais uma procurada nas camisas dos times de futebol que quer levar de presente para o Brasil. O supermercado que eu me comprometi à compra um peru para o almoço de Natal. Voltar para casa e deixar as coisas... Bem, perdemos mais meio dia em Windsor.
Baseado no mapa de Londres e em meu senso de direção – que é muito bom, diga-se de passagem; fiz um breve roteiro de pontos estratégicos que eu queria ver e tirar fotos. Começaríamos pela London Bridge e seguiríamos paralelo ao Rio Tamisa até a London Eye onde queria dar uma voltinha e na sequência passar por Buckingham, pegar o metrô novamente para irmos à terra dos sonhos para a Sandra, Camden Town.
Para isso descemos na estação de Tower Bridge Road e começamos visitando a Southwark Cathedral, uma linda Igreja em estilo gótico que dentro dela tocava um órgão que lembrava Conde Drácula. A sensação é incrível! E dentro dela ainda havia uma homenagem a William Shakespeare – Uma estátua em bronze deitada a escrever com um galho natural de alecrim em sua mão.
Passamos pelo antigo Navio a beira do Rio Tamisa The Golden Hinde.
Cruzamos o Tamisa pela London Bridge.
Passamos pela London Tower.
Pelo HMS Belfast.
O restante do caminho agora era sebo nas canelas e andar até um lugar que se não tirasse uma foto na frente dele nesta viagem eu iria ficar muito chateado. É coisa de ator, sabe? E para alguns pode parecer besteira – Como pareceu para Sandra; Trata-se do Globe Theatre, a réplica do teatro de William Shakespeare. E andamos, andamos, andamos... Todo tempo guiados pelo meu senso de direção que as vezes parecia que a Sandra duvidava. Não apenas duvidava como notei que a noite caia e seu humor também mudava. Eu pensava as vezes que isso juntava com o medo que ela tem de andar a noite e principalmente num lugar que ela não conhece. Criminoso tem aqui também. Mas eu insistia para confiar em meu instinto. Eu saberia chegar até a London Eye e estaríamos seguros. Andamos, andamos, andamos e finalmente olhei para o alto e apontei para a Sandra ver a roda gigante já iluminada que fica próximo a estação de Waterloo.
A chegada na estação eu notei que não foi suficiente para melhorar a cara da San. Conversamos e só então fui dar conta que ela se preocupava em fazer minha vontade de ainda entrarmos na London Eye, vermos o Palácio de Buckingham, mas também no dia de hoje fazer a vontade dela, Camden Town.
Eu definitivamente havia esquecido da vontade dela e mesmo do nosso tempo em Londres. O ultimo trem para Windsor sairia antes das 19h e já se aproximavam das 17h. Londres já era noite. Como se não bastasse, noite de Natal. Ela tinha medo de não estar nada aberto em Camden Town mesmo se saíssemos naquele momento para lá. Nessa hora eu comecei a chorar por ver a amiga triste e saber que era culpa minha. Por causa do meu Globe Theatre ela não faria o que mais queria em Londres.
Esta capital pra mim era para Sandra ser a nova rainha da Inglaterra. Os outros lugares que ainda vamos em toda essa viagem, ela presume que será mais prazer meu do que dela. Eu não podia vacilar assim com minha amiga. Eu disse que queria que essa fosse uma viagem nossa e não somente minha.
Chegou a minha vez de ser rei em Londres pela San e falei: Esqueça Buckingham e London Eye. Vai nos sair até mais econômico – economia é o sobrenome na Sandra (RS); Eu terei outras oportunidades para fazer isso. Ela hesitava dizendo que achava que chegando lá estaria tudo fechado.
Pergunte pra alguém sobre horário de funcionamento aqui na estação – dizia eu. Mesmo por que hoje foi o dia que meu inglês estava um lixo. Sei lá o que acontecia que estava a responder e agradecer os nativos em português mesmo. Quando percebia já era tarde de mais (RS). Daí eu completei: San, você não quer perguntar e não tem certeza de nada se estão ou não abertas as lojas de lá a esta hora. O não é o que você já tem. Eu tomei o mapa do metrô de Londres da mão dela e disse: Vem.
Não sei que mágica aconteceu. Mas em minutos me graduei em metrô de Londres. Todo caminho que fizemos, escadas que subimos, descemos, passagens que entramos, catracas que atravessamos, tudo, foi certeiro. Em menos de 20 minutos estávamos em Camden Town.
Ao sairmos da estação todas as lojas diante de nós estavam abertas. O sorriso surgiu no rosto da Sandra misturado de alegria e de vergonha por ter se exaltado com suas deduções. Esta hora eu comecei a chorar e posso dizer que foi um chora mais gostoso que ver o Big Ben. Minha amiga tinha voltado a sorrir. Eu gritei no meio da rua “EU SOU FODA!”

Realmente o bairro tem a cara dela. Entendi totalmente a tristeza que ela teve de estar perto de perder a oportunidade e estar perto do que ama. Ela se esbaldou de compras e até eu comprei uma camiseta pra mim – mas essa camiseta é surpresa para o Brasil; Era nítida a Alegria da San. Como eu sempre digo: tudo da certo no final.
Bem... não fosse o trem para Windsor... Mais uma vez pegamos o metrô sentido estação de Waterloo. Chegando lá faltando 6 minutos para as 19h, infelizmente nosso trem já havia partido. Nigel nos esperava para a Ceia de Natal e ainda sairíamos para uma noite de Natal como fazem os jovens ingleses. Completando o que disse: Tudo dá certo no final. Se não deu certo é por que ainda não chegou o fim.
Nada que algumas ligações para Maria, um metrô, a boa e velha estação de Slough, um taxi e algumas libras a mais não pudesse resolver. Chegamos a 10 York Road cansados e salvos de toda a nossa aventura em Londres no dia de hoje.
Ceamos, ganhamos presentes do Nigel e seguimos a pé para o centro de Windsor, atrás do Castelo, num bar super legal, bonito e celebramos a nossa noite com boa cerveja, bom papo, descontração e gente bonita. Duas horas da manhã os seguranças convidaram todos a se retirar, pois o bar iria fechar. É assim a noite de Natal dos ingleses em Windsor.

MARRY CHRISTMAS!

SIR ALBUKA (DIA4)

Hoje Sandra e eu tínhamos a missão de passarmos em Windsor para trocar o meu brinquedo, para ver mais lojas e ainda encontrar a Maria, prima dela que é gerente de uma cafeteria dentro de uma grande loja chamada Daniel. Tínhamos fazer tudo isso o mais rápido possível, pois ainda queríamos ir para Londres.
O programa de Windsor nos tomou muito tempo. Imagine, passar em lojas é coisa que toma muito tempo. Eram coisas pra nós mesmos, presentes para os sobrinhos da San e por aí vai... Mas tudo valeu “a pena. A Sandra encontrou a roupa ideal e o encontro com a Maria acrescentou mais um programinha em nosso roteiro. A noite conheceríamos uma típica baladinha da galera de Windsor.
Voltamos para a casa para guardar as coisas. Afinal, não dava para ir a Londres carregados de sacolas. Aproveitamos e almoçamos com o Nigel e foi-se mais um tempo precioso.

Chegou a hora de irmos para Londres. Pegamos um trem na estação de Windsor com destino a Waterloo. Lá chegamos às 16h. Isso aqui nesta época já é noite!

Saímos da estação e, de tudo que eu queria ver em Londres a primeira foi a London Eye. Quando ela apareceu diante de mim, a San já me mostrou olhando para a minha cara para ver se eu iria chorar. Meu Deus... Não posso ficar escrevendo aqui todas as vezes que choro! Vai queimar o filme... (RS) Mas até que segurei um pouquinho nessa hora. Só que o mais forte pra mim foi quando andamos um pouco mais a frente e quem eu vi? Lindo, iluminado e pontualmente tocando às 16h30 para nos receber. O Big Ben. Nessa ora eu acho que fiz até careta. (KKKKK) Realmente foi emocionante para mim... Apesar do vento muito frio e forte que fazia na cidade.

Tínhamos que andar rápido pela cidade para ainda pegarmos o trem, nos arrumarmos e encontrar a prima da Sandra. Tínhamos uma noite para curtir em Windsor ainda! Fizemos umas comprinhas e contamos voltar amanhã para ver tudo de novo durante o dia.
Era hora de voltarmos para Windsor. Antes ainda passamos pela Covent Garden. Muita comida, muita gente, muitos cheiros... uma maravilha. Até o Professor Domblerdore, diretor de Hogworts encontrei por aqui. (RS)

Da estação de Windsor para a casa do Nigel, notamos que a neve some aos pouco. Mas ainda tem bastante. Nas calçados, a neve que já foi bastante pisada fica muito lisa. Rendem muitas cenas engraçadas em nosso caminho para casa todos os dias. É difícil até mesmo para os que moram aqui. Uma dica sempre é boa. O Nigel me ensinou que temos que primeiro pisar com o calcanhar. E funciona mesmo!

Já a noite Sandra e eu entramos num Bar chamado Chicago. A balada onde já estava a Maria e suas amigas tinha muita fila e nem quisemos arriscar. Por isso a Sandra enviou uma mensagem para a prima dizendo que estaríamos no Chicago que ficava ao lado.
Enquanto a Sandra escrevia a mensagem fiquei a observar os jovens da cidade. Fiquei impressionado com a forma que se vestem num frio abaixo de zero. As garotas, magrinhas ou gordinhas se vestem com tomara-que-caia deixando as pernas, os ombros, os braços todos para fora. Alguns rapazes eu via a usar camiseta manga curta mesmo, jeans e tênis, ou no lugar da camiseta uma camisa fininha! Todos muito bem vestidos. Alguns casos de pessoas com tiaras com antenas coloridas, gorros de papai Noel e, até duas meninas vestidas de duendes de papai Noel eu encontrei. Creio que isso seja para chamarem a atenção de qualquer maneira. Pois notei que aqui não tem xaveco, pegada, flerte, carão. São muito moles. – Fico até pensando como que eles se reproduzem. (RS) Ah! Só pra completar quanto a maneira que se vestem, eles momento algum tremem ou batem os dentes de frio.

Lá dentro do Chicago, vi que as pessoas são muito duras para dançar. Não tem a sensualidade que nós temos no Brasil. Algumas pessoas chegam ao exagero da malícia. Pudera! Eles bebem muuuuuuuuuuuuuuuuito.
Essa queria contar para a minha amiga Vivi: elas batem palmas enquanto dançam! (RS) Não se preocupe, amiga. Isso não é coisa de velha por aqui, Vivi!(KKKKK)
Na hora de pedirmos as bebidas tivemos a ajuda de um funcionário galego que falava em espanhol e descobrimos depois que sabia português quando dissemos que éramos brasileiros. Muito simpático o cara.
Chegou depois a Maria com suas amigas Carla (Portugal) e Trace (França), e depois nos apresentou o jovem Daniel (Portugal).
Hoje com relação ao idioma, foi um dia que definitivamente me senti a vontade desde cedo. Consegui me virar muito bem e sozinho. Já estou me sentido muito bem. Mas quem arrasou mesmo foi a Sandra no Chicago que trocou a maior idéia com Dan... australiano, pedreiro (não é problema nenhum aqui), bonito, simpático,  e... um doce para que completar a frase corretamente.
Às 2 horas da madrugada noite se encerrou. A musica para, as luzes se acendem e somos todos convidados a nos retirar.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ALBUKA SÓ SABE QUE NADA SABE (DIA3)

Hoje a Sandra me apresentou Windsor. É um lugar encantador. Uma gracinha, as casas, as ruas, os postezinhos nas calçadas. E as pessoas então? Quem me conhece sabe que sou louco por belos olhos azuis... Se tiver bochechinhas rosadas então!... É incrível! Aqui cada passo que dou, acredito que encontrei um novo amor. (KKKKK) E como se vestem bem! Eu estou me sentindo um jagunço. Definitivamente ALBUKA precisa de uma repaginada. (RS)


No passeio de hoje aproveitamos para tirar muitas fotos. Foi o dia de ver as escolas que estudaram o Príncipe William e o Príncipe Harry. Conhecer o Palácio de Windsor. Ir ao mercado comprar algumas cervejas para tomarmos com o Nigel. Comprar uma garrafinha de conhaque para nos aquecer no frio da cidade. Passar em lojas de lembranças e finalmente ir numa loja de brinquedos que há muito tempo a Sandra me fala dela. Ela ficou louca dentro dessa loja. Mais uma vez achei bonito ver o entusiasmo dela. Até eu comprei um brinquedo. Encontrei um que ela adorou e comprou também. É um hamster que repete tudo o que você fala ainda mexendo a boquinha – aliás, tenho que voltar na loja amanhã para trocá-lo; em casa dei conta de que ele não está mexendo a boquinha. É muito bonitinho e engraçado também o brinquedo. Já brincamos com eles de montão fazendo as imitações que meus amigos conhecem. Por exemplo: “Ai lindão, olha o Robi”, “Encha o cu de cigarro, desgraçado”, “Não faz a loka”, “Você não sabe de naaaaaada”, “Não aceitarei os seus insultos. Não mais.” (KKKKK) Quem sabe quem são os autores disso? Ah!!! E ensinei ele a gritar assim: “Purãngaw, Purãngaw, Purãngaw forçando o pau...”. (RS) Muito legal! – Já estou crianção igual à Sandra. Alias, já concordamos cá, que esta viagem irá render uma troca de corpos. Eu vou voltar um portuga turrão e a Sandra chorona e emotiva. Aff...
Durante o dia, a San por várias vezes olhava para mim e perguntava se eu estava gostando. Mas a minha cara era de sego perdido em tiroteio. Eu ainda estou perdidão na Inglaterra. É tudo muito diferente pra mim aqui. O idioma é a principal barreira. Chegou uma hora que eu falei: “É muito difícil! Eu sou burro, eu sou burro, eu sou burro...” (KKKKK) Às vezes dava medo ou vergonha de usar o meu inglês. Mas estou aprendendo que aqui no máximo eles vão repetir a palavra que dizemos da forma correta. É muito normal eles fazerem isso. E eu acho até engraçado.
Certa hora, a minha cara de perdido juntou com uma cara de fome. Fomos num Mcdonalds comer. Parece bobeira, mas é muito diferente do nosso no Brasil. O lanche é mais saboroso e é maior. Mas como ia dizendo, fomos comer no Mcdonalds e eu continuava com cara e a sensação de perdido na Inglaterra. A Sandra também na escolha não me ajudava em nada. (RS) Eu estava acreditando mais no inglês dela por aqui. Também pelo motivo de não funcionar como conhecemos de “peça pelo número”. E foi formando fila atrás de nós e eu indicava que podia passar, e não decidíamos nada e aquilo foi deixando minha cabeça à milhão... Quando eu enchi meus pulmões, fui ao caixa e disse em inglês para o atendente: “Eu quero aquele lanche, quero coca-cola e batata frita. Coca-cola zero grande. Quanto eu pago? Aceita este cartão?”. Consegui me comunicar perfeitamente em inglês! Ter tomado esta atitude parece que fez até eu me sentir melhor. (KKKKK) Depois foi a Sandra e só disse para o cara que queria o mesmo! (KKKKK) Até o Nigel disse ontem para mim que, o pouco que eu falo é melhor que ela! Mas eu admito que isso seja pela facilidade que tenho pra pronunciar. A Sandra ganha de mim de lavada quanto à compreensão.  Cá entre nós, é o mais importante. Mas estou contando esses casos somente para dizer que a experiência está sendo fundamental para que eu me arrisque e desenvolva o idioma. Com o espanhol foi mais fácil obviamente por ser um idioma de mesma raiz que o português, o latim. Agora é só eu me arriscar mais como fiz na Espanha. Entendi hoje que a maior sabedoria é admitir que não se sabe de nada. Pois a cada dia se pode aprender mais. Ora, se se aprende a cada dia, é porque antes não se sabia! Então ninguém pode se vangloriar de total sapiência. E mais, ARRISQUE-SE! Como pude me esquecer disso? Foi o teatro que me ensinou!
Aff... Hoje fiquei filosófico de mais. Vou ficar por aqui. Amanhã tem mais... hehehehe

BJÃO DO...

ALBUKA

DEU TUDO CERTO. (DIA2)


Que dia legal hoje! Foi muito pouquinho o que aproveitamos da capital espanhola, mas foi o suficiente para dizer que estou apaixonado por Madrid.
Eu fui dormir muito tarde por ficar escrevendo aqui para o blog. Sandra e eu acordamos às 11 horas e perdemos o café da manhã no hotel. Mas isso não era problema. Depois do dia cansativo que tivemos ontem no aeroporto, era fundamental descansarmos. Quando saímos de nosso quarto, demos conta que tínhamos pouquíssimo tempo para conhecer a região que estávamos em Madrid, almoçarmos e pegar o ônibus de volta para o aeroporto para irmos para Londres. Mas sabíamos que dependíamos do tempo na Inglaterra para isso acontecer. Se a nevasca não parasse poderíamos voltar para o hotel.
Em menos de duas horas conhecemos um pouco da Calle de la Pricesa, tiramos algumas fotos em pontos turísticos dela e passamos maior parte do tempo dentro da ZARA. Eu queria compra tudo. (RS) O preço era muito bom. Como nunca vi no Brasil para uma ZARA. Tinha coisas que olhava e pensava em levar para minha irmã, outras para minha mãe e obviamente a maioria para mim. Mas com isso fui cauteloso, pois a minha bagagem não estava comigo e eu estou apenas no primeiro dia de minha viagem. Sabia que teria muito tempo e muitas outras oportunidades até o final da viagem para fazer compras. Uma coisinha eu tive que comprar lá. Um par de luvas de couro para o frio que me esperava em Londres. Foi a minha primeira compra na Europa. (RS)

O percurso na Calle de la Princesa foi me encantando mais e mais pela cidade que descobria. Tudo pra mim era fascinante. Era a arquitetura antiga, era a educação no transito, a excelente sinalização da cidade, a beleza das pessoas, a elegância deles e a cordialidade quando lhes fazia qualquer pergunta. Não sei se ficasse por mais tempo teria tempo para descobrir algum ponto negativo e mudar de idéia... Mas este pouquinho fez me apaixonar pela cidade e me alegrar sabendo que daqui a alguns dias estarei de volta.
Retornado ao hotel um almoço nos esperava. No restaurante encontramos uma mesa composta pelos brasileiros que conhecemos no aeroporto e também aguardavam o vôo para Londres como nós. Sentamos todos juntou numa grande mesa redonda e tivemos o quê para comer? Uma bela paella. A Paty nordestina de ontem reclamou dizendo que o arroz estava cru. Eu achei deliciosa! E ainda comi a verdadeira feita por espanhóis e me servida na Espanha! O que eu tinha que reclamar?
Depois do almoço, Sandra ainda me puxou para uma loja de doces – Ela parece criança para isso. É bonito de ver. (RS) Depois fomos para o quarto pegar nossas coisas e na sequência pegarmos o ônibus para o aeroporto.
No aeroporto não se tem muito para dizer. Só tivemos que esperar nosso vôo para as 19h55 rumo a Londres. Este tempo de espera não era nenhuma garantia que iríamos para Londres, pois o tempo poderia mudar novamente e mais uma vez cancelarem nosso vôo.
Graças a Deus não foi o caso. Tudo deu certo, apesar de um pouquinho de atraso, mas chegamos ao aeroporto de Heathrow em Londres quase 22h, horário local.
E o meu medo de passar pela imigração? Tive que enfrentá-lo. Deixei tudo o que possivelmente me seria pedido para não me dar aquelas tremedeiras na frente de quem me atendesse. Admito que senti medo de meu modesto inglês falhar e de estar sem a Sandra para me ajudar e acabar tudo em m...
Sandra foi primeiro e ouvi: Next. Era a minha vez. Ai, que cagaço. Fui.
No guichê quem me esperava era um belo par de olhos azuis. Pensei comigo: WOW... I like it... Até me senti melhor. (RS) Daí, apresentei meu passaporte, meu itinerário, e me fez uma pergunta que não entendi. Pedi para que falasse devagar e respondi que estava em viagem de férias. Apresentei minha passagem com meu próximo destino, Paris. Perguntou onde eu ficaria, apresentei o endereço de Windsor do primo da Sandra. Perguntou se estava acompanhado, disse que estava com minha amiga e apontei para a San, que já me esperava do outro lado. Chamou um cara, ele deu uma olhada no meu passaporte e ouvi um OK. Clack – meu passaporte foi carimbado. ESTOU EM LONDREEEEEEEEEEEEEEEEESSSSSS!
Era a hora de pegarmos nossas bagagens. A da Sandra foi uma das primeiras a chegar. Esperei, esperei, esperei... Enquanto isso, fiquei observando a quantidade de indianos que tinha no aeroporto. Tudo dalits. Hare baba. (RS) Finalmente lá vinha a minha bagagem.
Saindo de lá o que a Sandra queria fazer? Fumar. (RS) Fomos para uma área externa onde pode sentir no meu rosto o frio cortante do primeiro dia de inverno do hemisfério sul. Vi de longe a neve e me encantei com aquele branco lindo que ela tinha. Estava louco para tocá-la. Mas onde estávamos não dava acesso a pedestres. Então tive que esperar para fazê-lo.
Seguimos para o metrô cheio de dúvidas de nosso percurso. Os mapas do metrô e trem de Londres à primeira vista, o que era o caso, parece uma macarronada colorida! Fomos tentar comprar nossos tickets até que uma moça olhou para nós e disse It’s free. Maravilha. Não teríamos mais contratempo. Pois já era tarde e era arriscado não ter mais transporte público e teríamos que pagar caro num taxi até Windsor.
Na plataforma de embarque do trem, um casal de chineses se aproximou pedindo informação e a Sandra os respondeu também expressando a sua incerteza. Eu, louco, já falei pra ela: Mas a gente tem que descobrir qual lado vai pra Barra Funda – Palmeiras e qual vai para Corinthians – Itaquera! (KKKKK) Bem, consegui oferecer um dos lugares que eu ocupava com minhas coisas para o casal de chineses se sentar e perguntar onde a senhora havia conseguido o mapa do metrô que tinha nas mãos. Ela gentilmente disse que já o tinha e me deu o mapa. – Meu inglês estava funcionando!
Seguimos de lá para a estação de Paddington. Saindo de lá pude ver pela primeira vez diante de mim os tradicionais ônibus de Londres. Mas dúvidas eram o que mais tínhamos. Aqui eu estava me sentindo um peixe fora da água como não me senti momento algum na experiência em Madrid. A Sandra diz que minha cara era engraçada. Eu estava totalmente perdido com tudo. (RS)
De lá fomos para a estação de Slough. Do lado de fora mais uma pausa para o cigarro. Vi um estacionamento forrado de branco entre a estação e a parte de trás de um Supermercado. Era a oportunidade de tocar a neve. Eu tinha que ir lá. Fui e deixei a Sandra para trás, pois era noite e ela ficava com medo de ir lá. Cheguei diante da neve e a pisei. Quis sentir a consistência. Meu pé afundou na neve branquinha. Tirei a luva de minha mão direita e finalmente a peguei. Geladinha, fininha... Lembrou aquele gelinho que se forma no congelador ou ainda uma raspadinha que se toma na praia. (RS) Eu moro em país tropical, poxa! Depois, quem quiser pergunte para Sandra como foi ver o louco do ALBUKA saltitante na neve sorrindo para ela com cara de criança que ganhou um brinquedo novo. (KKKKK)
Depois disso pegamos o taxi com um indiano para a casa do primo da Sandra que nos aguardava. A chegada na rua dele me lembrou a Rua dos Alfeneiros, onde moram os tios do Harry Potter. (RS) A Sandra já havia me contado que seu primo não falava tão bem o português e somente compreendia o português de Portugal. Afinal ele é filho de portugueses nascido e criado na Inglaterra. Fomos muito bem recebidos por ele em sua casa tipicamente inglesa em toda a decoração e na cultura local e nos apresentamos: I’m Nigel. Chegamos, nos ofereceu cerveja, queria que a gente comece, depois nos deu vinho, e mais cerveja...Sandra e eu tivemos por coincidência a mesmo idéia de trazer-lhe de presente uma cachaça. Ela trouxe a branca e eu a amarela. Ele abriu uma das garrafas e viramos uma dose cada um. De repente... Recebi uma entidade que se identificou como Roberto Leal e comecei a falar como um português. A Sandra me olhou assustada e disse “O quê que é isso???” (KKKKK) Mas eu estava falando sério. Percebi que realmente ele me compreendia quando falava com sotaque de português. Muitas vezes ele tinha que usar o inglês para expressar o que queria dizer. E quando eu falava assim, ele me compreendia. Eu tomava o cuidado de falar o português impecável gramaticalmente dos lusitanos. Resultado disso? Ficamos a conversar até as 5h da manhã! Falamos de assunto de família, de esporte, de economia mundial e de política. A minha amiga Valéria Sbrissa vai gostar do que vou dizer: Até falar bem do Lula eu falei. (RS) Falei sobre a nossa última eleição, sobre a Dilma e tal... Nossa! Que brasileiro orgulhoso eu me saí! (RS)
Hora de dormir. Amanhã, digo, daqui a pouco a Sandra vai me mostrar Windsor e vamos fazer umas comprinhas.


BJÃO DO...

ALBUKA