sábado, 25 de dezembro de 2010

SIR ALBUKA (DIA4)

Hoje Sandra e eu tínhamos a missão de passarmos em Windsor para trocar o meu brinquedo, para ver mais lojas e ainda encontrar a Maria, prima dela que é gerente de uma cafeteria dentro de uma grande loja chamada Daniel. Tínhamos fazer tudo isso o mais rápido possível, pois ainda queríamos ir para Londres.
O programa de Windsor nos tomou muito tempo. Imagine, passar em lojas é coisa que toma muito tempo. Eram coisas pra nós mesmos, presentes para os sobrinhos da San e por aí vai... Mas tudo valeu “a pena. A Sandra encontrou a roupa ideal e o encontro com a Maria acrescentou mais um programinha em nosso roteiro. A noite conheceríamos uma típica baladinha da galera de Windsor.
Voltamos para a casa para guardar as coisas. Afinal, não dava para ir a Londres carregados de sacolas. Aproveitamos e almoçamos com o Nigel e foi-se mais um tempo precioso.

Chegou a hora de irmos para Londres. Pegamos um trem na estação de Windsor com destino a Waterloo. Lá chegamos às 16h. Isso aqui nesta época já é noite!

Saímos da estação e, de tudo que eu queria ver em Londres a primeira foi a London Eye. Quando ela apareceu diante de mim, a San já me mostrou olhando para a minha cara para ver se eu iria chorar. Meu Deus... Não posso ficar escrevendo aqui todas as vezes que choro! Vai queimar o filme... (RS) Mas até que segurei um pouquinho nessa hora. Só que o mais forte pra mim foi quando andamos um pouco mais a frente e quem eu vi? Lindo, iluminado e pontualmente tocando às 16h30 para nos receber. O Big Ben. Nessa ora eu acho que fiz até careta. (KKKKK) Realmente foi emocionante para mim... Apesar do vento muito frio e forte que fazia na cidade.

Tínhamos que andar rápido pela cidade para ainda pegarmos o trem, nos arrumarmos e encontrar a prima da Sandra. Tínhamos uma noite para curtir em Windsor ainda! Fizemos umas comprinhas e contamos voltar amanhã para ver tudo de novo durante o dia.
Era hora de voltarmos para Windsor. Antes ainda passamos pela Covent Garden. Muita comida, muita gente, muitos cheiros... uma maravilha. Até o Professor Domblerdore, diretor de Hogworts encontrei por aqui. (RS)

Da estação de Windsor para a casa do Nigel, notamos que a neve some aos pouco. Mas ainda tem bastante. Nas calçados, a neve que já foi bastante pisada fica muito lisa. Rendem muitas cenas engraçadas em nosso caminho para casa todos os dias. É difícil até mesmo para os que moram aqui. Uma dica sempre é boa. O Nigel me ensinou que temos que primeiro pisar com o calcanhar. E funciona mesmo!

Já a noite Sandra e eu entramos num Bar chamado Chicago. A balada onde já estava a Maria e suas amigas tinha muita fila e nem quisemos arriscar. Por isso a Sandra enviou uma mensagem para a prima dizendo que estaríamos no Chicago que ficava ao lado.
Enquanto a Sandra escrevia a mensagem fiquei a observar os jovens da cidade. Fiquei impressionado com a forma que se vestem num frio abaixo de zero. As garotas, magrinhas ou gordinhas se vestem com tomara-que-caia deixando as pernas, os ombros, os braços todos para fora. Alguns rapazes eu via a usar camiseta manga curta mesmo, jeans e tênis, ou no lugar da camiseta uma camisa fininha! Todos muito bem vestidos. Alguns casos de pessoas com tiaras com antenas coloridas, gorros de papai Noel e, até duas meninas vestidas de duendes de papai Noel eu encontrei. Creio que isso seja para chamarem a atenção de qualquer maneira. Pois notei que aqui não tem xaveco, pegada, flerte, carão. São muito moles. – Fico até pensando como que eles se reproduzem. (RS) Ah! Só pra completar quanto a maneira que se vestem, eles momento algum tremem ou batem os dentes de frio.

Lá dentro do Chicago, vi que as pessoas são muito duras para dançar. Não tem a sensualidade que nós temos no Brasil. Algumas pessoas chegam ao exagero da malícia. Pudera! Eles bebem muuuuuuuuuuuuuuuuito.
Essa queria contar para a minha amiga Vivi: elas batem palmas enquanto dançam! (RS) Não se preocupe, amiga. Isso não é coisa de velha por aqui, Vivi!(KKKKK)
Na hora de pedirmos as bebidas tivemos a ajuda de um funcionário galego que falava em espanhol e descobrimos depois que sabia português quando dissemos que éramos brasileiros. Muito simpático o cara.
Chegou depois a Maria com suas amigas Carla (Portugal) e Trace (França), e depois nos apresentou o jovem Daniel (Portugal).
Hoje com relação ao idioma, foi um dia que definitivamente me senti a vontade desde cedo. Consegui me virar muito bem e sozinho. Já estou me sentido muito bem. Mas quem arrasou mesmo foi a Sandra no Chicago que trocou a maior idéia com Dan... australiano, pedreiro (não é problema nenhum aqui), bonito, simpático,  e... um doce para que completar a frase corretamente.
Às 2 horas da madrugada noite se encerrou. A musica para, as luzes se acendem e somos todos convidados a nos retirar.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ALBUKA SÓ SABE QUE NADA SABE (DIA3)

Hoje a Sandra me apresentou Windsor. É um lugar encantador. Uma gracinha, as casas, as ruas, os postezinhos nas calçadas. E as pessoas então? Quem me conhece sabe que sou louco por belos olhos azuis... Se tiver bochechinhas rosadas então!... É incrível! Aqui cada passo que dou, acredito que encontrei um novo amor. (KKKKK) E como se vestem bem! Eu estou me sentindo um jagunço. Definitivamente ALBUKA precisa de uma repaginada. (RS)


No passeio de hoje aproveitamos para tirar muitas fotos. Foi o dia de ver as escolas que estudaram o Príncipe William e o Príncipe Harry. Conhecer o Palácio de Windsor. Ir ao mercado comprar algumas cervejas para tomarmos com o Nigel. Comprar uma garrafinha de conhaque para nos aquecer no frio da cidade. Passar em lojas de lembranças e finalmente ir numa loja de brinquedos que há muito tempo a Sandra me fala dela. Ela ficou louca dentro dessa loja. Mais uma vez achei bonito ver o entusiasmo dela. Até eu comprei um brinquedo. Encontrei um que ela adorou e comprou também. É um hamster que repete tudo o que você fala ainda mexendo a boquinha – aliás, tenho que voltar na loja amanhã para trocá-lo; em casa dei conta de que ele não está mexendo a boquinha. É muito bonitinho e engraçado também o brinquedo. Já brincamos com eles de montão fazendo as imitações que meus amigos conhecem. Por exemplo: “Ai lindão, olha o Robi”, “Encha o cu de cigarro, desgraçado”, “Não faz a loka”, “Você não sabe de naaaaaada”, “Não aceitarei os seus insultos. Não mais.” (KKKKK) Quem sabe quem são os autores disso? Ah!!! E ensinei ele a gritar assim: “Purãngaw, Purãngaw, Purãngaw forçando o pau...”. (RS) Muito legal! – Já estou crianção igual à Sandra. Alias, já concordamos cá, que esta viagem irá render uma troca de corpos. Eu vou voltar um portuga turrão e a Sandra chorona e emotiva. Aff...
Durante o dia, a San por várias vezes olhava para mim e perguntava se eu estava gostando. Mas a minha cara era de sego perdido em tiroteio. Eu ainda estou perdidão na Inglaterra. É tudo muito diferente pra mim aqui. O idioma é a principal barreira. Chegou uma hora que eu falei: “É muito difícil! Eu sou burro, eu sou burro, eu sou burro...” (KKKKK) Às vezes dava medo ou vergonha de usar o meu inglês. Mas estou aprendendo que aqui no máximo eles vão repetir a palavra que dizemos da forma correta. É muito normal eles fazerem isso. E eu acho até engraçado.
Certa hora, a minha cara de perdido juntou com uma cara de fome. Fomos num Mcdonalds comer. Parece bobeira, mas é muito diferente do nosso no Brasil. O lanche é mais saboroso e é maior. Mas como ia dizendo, fomos comer no Mcdonalds e eu continuava com cara e a sensação de perdido na Inglaterra. A Sandra também na escolha não me ajudava em nada. (RS) Eu estava acreditando mais no inglês dela por aqui. Também pelo motivo de não funcionar como conhecemos de “peça pelo número”. E foi formando fila atrás de nós e eu indicava que podia passar, e não decidíamos nada e aquilo foi deixando minha cabeça à milhão... Quando eu enchi meus pulmões, fui ao caixa e disse em inglês para o atendente: “Eu quero aquele lanche, quero coca-cola e batata frita. Coca-cola zero grande. Quanto eu pago? Aceita este cartão?”. Consegui me comunicar perfeitamente em inglês! Ter tomado esta atitude parece que fez até eu me sentir melhor. (KKKKK) Depois foi a Sandra e só disse para o cara que queria o mesmo! (KKKKK) Até o Nigel disse ontem para mim que, o pouco que eu falo é melhor que ela! Mas eu admito que isso seja pela facilidade que tenho pra pronunciar. A Sandra ganha de mim de lavada quanto à compreensão.  Cá entre nós, é o mais importante. Mas estou contando esses casos somente para dizer que a experiência está sendo fundamental para que eu me arrisque e desenvolva o idioma. Com o espanhol foi mais fácil obviamente por ser um idioma de mesma raiz que o português, o latim. Agora é só eu me arriscar mais como fiz na Espanha. Entendi hoje que a maior sabedoria é admitir que não se sabe de nada. Pois a cada dia se pode aprender mais. Ora, se se aprende a cada dia, é porque antes não se sabia! Então ninguém pode se vangloriar de total sapiência. E mais, ARRISQUE-SE! Como pude me esquecer disso? Foi o teatro que me ensinou!
Aff... Hoje fiquei filosófico de mais. Vou ficar por aqui. Amanhã tem mais... hehehehe

BJÃO DO...

ALBUKA

DEU TUDO CERTO. (DIA2)


Que dia legal hoje! Foi muito pouquinho o que aproveitamos da capital espanhola, mas foi o suficiente para dizer que estou apaixonado por Madrid.
Eu fui dormir muito tarde por ficar escrevendo aqui para o blog. Sandra e eu acordamos às 11 horas e perdemos o café da manhã no hotel. Mas isso não era problema. Depois do dia cansativo que tivemos ontem no aeroporto, era fundamental descansarmos. Quando saímos de nosso quarto, demos conta que tínhamos pouquíssimo tempo para conhecer a região que estávamos em Madrid, almoçarmos e pegar o ônibus de volta para o aeroporto para irmos para Londres. Mas sabíamos que dependíamos do tempo na Inglaterra para isso acontecer. Se a nevasca não parasse poderíamos voltar para o hotel.
Em menos de duas horas conhecemos um pouco da Calle de la Pricesa, tiramos algumas fotos em pontos turísticos dela e passamos maior parte do tempo dentro da ZARA. Eu queria compra tudo. (RS) O preço era muito bom. Como nunca vi no Brasil para uma ZARA. Tinha coisas que olhava e pensava em levar para minha irmã, outras para minha mãe e obviamente a maioria para mim. Mas com isso fui cauteloso, pois a minha bagagem não estava comigo e eu estou apenas no primeiro dia de minha viagem. Sabia que teria muito tempo e muitas outras oportunidades até o final da viagem para fazer compras. Uma coisinha eu tive que comprar lá. Um par de luvas de couro para o frio que me esperava em Londres. Foi a minha primeira compra na Europa. (RS)

O percurso na Calle de la Princesa foi me encantando mais e mais pela cidade que descobria. Tudo pra mim era fascinante. Era a arquitetura antiga, era a educação no transito, a excelente sinalização da cidade, a beleza das pessoas, a elegância deles e a cordialidade quando lhes fazia qualquer pergunta. Não sei se ficasse por mais tempo teria tempo para descobrir algum ponto negativo e mudar de idéia... Mas este pouquinho fez me apaixonar pela cidade e me alegrar sabendo que daqui a alguns dias estarei de volta.
Retornado ao hotel um almoço nos esperava. No restaurante encontramos uma mesa composta pelos brasileiros que conhecemos no aeroporto e também aguardavam o vôo para Londres como nós. Sentamos todos juntou numa grande mesa redonda e tivemos o quê para comer? Uma bela paella. A Paty nordestina de ontem reclamou dizendo que o arroz estava cru. Eu achei deliciosa! E ainda comi a verdadeira feita por espanhóis e me servida na Espanha! O que eu tinha que reclamar?
Depois do almoço, Sandra ainda me puxou para uma loja de doces – Ela parece criança para isso. É bonito de ver. (RS) Depois fomos para o quarto pegar nossas coisas e na sequência pegarmos o ônibus para o aeroporto.
No aeroporto não se tem muito para dizer. Só tivemos que esperar nosso vôo para as 19h55 rumo a Londres. Este tempo de espera não era nenhuma garantia que iríamos para Londres, pois o tempo poderia mudar novamente e mais uma vez cancelarem nosso vôo.
Graças a Deus não foi o caso. Tudo deu certo, apesar de um pouquinho de atraso, mas chegamos ao aeroporto de Heathrow em Londres quase 22h, horário local.
E o meu medo de passar pela imigração? Tive que enfrentá-lo. Deixei tudo o que possivelmente me seria pedido para não me dar aquelas tremedeiras na frente de quem me atendesse. Admito que senti medo de meu modesto inglês falhar e de estar sem a Sandra para me ajudar e acabar tudo em m...
Sandra foi primeiro e ouvi: Next. Era a minha vez. Ai, que cagaço. Fui.
No guichê quem me esperava era um belo par de olhos azuis. Pensei comigo: WOW... I like it... Até me senti melhor. (RS) Daí, apresentei meu passaporte, meu itinerário, e me fez uma pergunta que não entendi. Pedi para que falasse devagar e respondi que estava em viagem de férias. Apresentei minha passagem com meu próximo destino, Paris. Perguntou onde eu ficaria, apresentei o endereço de Windsor do primo da Sandra. Perguntou se estava acompanhado, disse que estava com minha amiga e apontei para a San, que já me esperava do outro lado. Chamou um cara, ele deu uma olhada no meu passaporte e ouvi um OK. Clack – meu passaporte foi carimbado. ESTOU EM LONDREEEEEEEEEEEEEEEEESSSSSS!
Era a hora de pegarmos nossas bagagens. A da Sandra foi uma das primeiras a chegar. Esperei, esperei, esperei... Enquanto isso, fiquei observando a quantidade de indianos que tinha no aeroporto. Tudo dalits. Hare baba. (RS) Finalmente lá vinha a minha bagagem.
Saindo de lá o que a Sandra queria fazer? Fumar. (RS) Fomos para uma área externa onde pode sentir no meu rosto o frio cortante do primeiro dia de inverno do hemisfério sul. Vi de longe a neve e me encantei com aquele branco lindo que ela tinha. Estava louco para tocá-la. Mas onde estávamos não dava acesso a pedestres. Então tive que esperar para fazê-lo.
Seguimos para o metrô cheio de dúvidas de nosso percurso. Os mapas do metrô e trem de Londres à primeira vista, o que era o caso, parece uma macarronada colorida! Fomos tentar comprar nossos tickets até que uma moça olhou para nós e disse It’s free. Maravilha. Não teríamos mais contratempo. Pois já era tarde e era arriscado não ter mais transporte público e teríamos que pagar caro num taxi até Windsor.
Na plataforma de embarque do trem, um casal de chineses se aproximou pedindo informação e a Sandra os respondeu também expressando a sua incerteza. Eu, louco, já falei pra ela: Mas a gente tem que descobrir qual lado vai pra Barra Funda – Palmeiras e qual vai para Corinthians – Itaquera! (KKKKK) Bem, consegui oferecer um dos lugares que eu ocupava com minhas coisas para o casal de chineses se sentar e perguntar onde a senhora havia conseguido o mapa do metrô que tinha nas mãos. Ela gentilmente disse que já o tinha e me deu o mapa. – Meu inglês estava funcionando!
Seguimos de lá para a estação de Paddington. Saindo de lá pude ver pela primeira vez diante de mim os tradicionais ônibus de Londres. Mas dúvidas eram o que mais tínhamos. Aqui eu estava me sentindo um peixe fora da água como não me senti momento algum na experiência em Madrid. A Sandra diz que minha cara era engraçada. Eu estava totalmente perdido com tudo. (RS)
De lá fomos para a estação de Slough. Do lado de fora mais uma pausa para o cigarro. Vi um estacionamento forrado de branco entre a estação e a parte de trás de um Supermercado. Era a oportunidade de tocar a neve. Eu tinha que ir lá. Fui e deixei a Sandra para trás, pois era noite e ela ficava com medo de ir lá. Cheguei diante da neve e a pisei. Quis sentir a consistência. Meu pé afundou na neve branquinha. Tirei a luva de minha mão direita e finalmente a peguei. Geladinha, fininha... Lembrou aquele gelinho que se forma no congelador ou ainda uma raspadinha que se toma na praia. (RS) Eu moro em país tropical, poxa! Depois, quem quiser pergunte para Sandra como foi ver o louco do ALBUKA saltitante na neve sorrindo para ela com cara de criança que ganhou um brinquedo novo. (KKKKK)
Depois disso pegamos o taxi com um indiano para a casa do primo da Sandra que nos aguardava. A chegada na rua dele me lembrou a Rua dos Alfeneiros, onde moram os tios do Harry Potter. (RS) A Sandra já havia me contado que seu primo não falava tão bem o português e somente compreendia o português de Portugal. Afinal ele é filho de portugueses nascido e criado na Inglaterra. Fomos muito bem recebidos por ele em sua casa tipicamente inglesa em toda a decoração e na cultura local e nos apresentamos: I’m Nigel. Chegamos, nos ofereceu cerveja, queria que a gente comece, depois nos deu vinho, e mais cerveja...Sandra e eu tivemos por coincidência a mesmo idéia de trazer-lhe de presente uma cachaça. Ela trouxe a branca e eu a amarela. Ele abriu uma das garrafas e viramos uma dose cada um. De repente... Recebi uma entidade que se identificou como Roberto Leal e comecei a falar como um português. A Sandra me olhou assustada e disse “O quê que é isso???” (KKKKK) Mas eu estava falando sério. Percebi que realmente ele me compreendia quando falava com sotaque de português. Muitas vezes ele tinha que usar o inglês para expressar o que queria dizer. E quando eu falava assim, ele me compreendia. Eu tomava o cuidado de falar o português impecável gramaticalmente dos lusitanos. Resultado disso? Ficamos a conversar até as 5h da manhã! Falamos de assunto de família, de esporte, de economia mundial e de política. A minha amiga Valéria Sbrissa vai gostar do que vou dizer: Até falar bem do Lula eu falei. (RS) Falei sobre a nossa última eleição, sobre a Dilma e tal... Nossa! Que brasileiro orgulhoso eu me saí! (RS)
Hora de dormir. Amanhã, digo, daqui a pouco a Sandra vai me mostrar Windsor e vamos fazer umas comprinhas.


BJÃO DO...

ALBUKA

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

ALBUKA AMULETO

Já estamos na Europa. Sabíamos que faríamos uma escala em Madrid, mas que nem sairíamos do aeroporto para seguimos para Londres. Mas como postei aqui anteriormente, os noticiários já nos informavam sobre o frio e a nevasca que cai sobre a capital britânica. Mas não nos abatemos - em princípio.
Mas quero começar pelo começo:
No caminho para o aeroporto de Guarulhos já comecei a curtir a viagem. Comecei a apreciar cada detalhe de meu percurso e do que estava sentindo: a despedida de minha família, a espera do ônibus – que fiz questão de ir assim para não incomodar meus pais; o peso de minha bagagem, o movimento do metrô, tudo. Lembro-me de ver de dentro do vagão o prédio do Banespa enquanto estava a caminho da estão Tatuapé. Vi no alto dele a bandeira do meu estado trepidando imponente e pensei comigo “volto logo São Paulo”.
Encontrar a Sandra não foi nada difícil. Já estávamos nos falando pelo celular e isso facilitou. Nós nos encontramos com um gostoso, longo e apertado abraço de felicidade. Antes de nos apresentarmos nos demos o prazer de tomar cada um uma bela de uma cerveja, fumar os últimos cigarros – afinal a Sandra passaria quase 10 horas dentro do avião sem poder alimentar seu vício; e finalmente fomos para o check-in.
Ela ria ao olhar para minhas mãos tremulas na ansiedade de encontrar minhas coisas que queria separar para ficar em minha bagagem de mão e ainda pela senha do cadeado que não abria por causa da minha tremedeira. (RS)
Após cruzarmos o portão de embarque aproveitamos para apreciar alguns perfumes do Free Shop e então embarcamos. A San comentava que sempre pegou fila em suas experiências viajando para a Europa. Disse que era a primeira vez que viajava pela Ibéria e que todas as vezes pela TAP não era bom como estava sendo com relação a conforto, serviço, pontualidade e tal. Foi quando ela disse “você tem um rabo do cacete”. (RS) Foi aí que eu disse que eu dava sorte e era ALBUKA AMULETO brincando com ela.
A nossa emoção foi aumentando com o avião na pista, o som da turbina e na sequência quando a aeronave começou a tomar velocidade e finalmente decolamos. As lágrimas caíram e senti que meu sonho estava mais próximo de se tornar realidade.
Alguns minutos depois fomos agraciados com dois belos arco-íris que surgiram em nossa despedida. Mais tarde ainda consegui ver o meu último por do sol no Brasil em 2010.

Dentro do avião era engraçado, pois parecia que os únicos que conversavam, riam, se divertiam, éramos Sandra e eu. Mas é claro que isso foi por causa dos vinhos que fizemos questão de repetir e, para isso comecei a usar o meu espanhol com as aeromoças da Ibéria. Ficamos num grau que ríamos todo tempo as observando. Eram profissionais de tão ruim marketing pessoal que só poderia render piadas. Eu tinha outra visão das espanholas! Elas mascavam chicle, tinha os cabelos desarrumados, não usavam maquiagem e por aí vai. A Sandra as apelidou de Valquírias.
Foram horas neste clima. As luzes se apagaram, vários passageiros pegaram no sono e nós conversávamos assuntos diversos. Quando demos conta, já havia passado mais de cinco horas de viagem. Ela comentou que todas as vezes que viajou parecia que o vôo nunca iria chegar. Eu lhe disse que essa era a diferença de estarmos bem acompanhados um pelo outro. Pois eu também não vi o tempo passar.
Bem, chegou a hora que a Sandra dormiu. Mas dormiu mesmo. E quem disse que eu conseguia dormir? Acho que era a ansiedade... O único momento que consegui finalmente cochilar, quando sobrevoávamos as Ilhas Canárias – vi pelas luzes e pelo imagem no monitor do avião; fui acordado pela Sandra com suas unhas enterradas em meu braço direito assustada com uma turbulênciazinha misturada com algum sonho ela teve. (RS) Foi engraçado. Eu era o marinheiro de primeira viagem em tudo e a cagona era ela! (KKKKK)
Como fiquei acordado a viagem inteira, pude ver que fomos escoltados em toda a viagem por uma linda lua brilhante. Assim, finalmente anunciaram a nossa chegada a Madrid numa temperatura de 7ºC aproximadamente às 7 da manhã, horário local. Quando pousamos acordei a San tocando sua perna no mesmo momento que a aeronave tocou o chão. Chegamos.
A partir de agora não sei se vou ter muito que escrever do aeroporto de Madrid. Afinal, graças à nevasca em Londres, o nosso próximo aeroporto estava fechado e sem previsão alguma sobre nosso próximo vôo. Posso citar que nos perdemos procurando o nosso portão, espanhóis mal humorados para dar informações, a Ibéria que não sabia nos informar nada, meu notebook que não logava à rede, o surgimento progressivo de figuras da “américa latrina”: porto-riquenhos, brasileiros, colombianos, brasileiros, venezuelanos, brasileiros, bolivianos, brasileiros... Aff, esse povo parece praga, está em tudo que é lugar! Algumas dessas figuras era uma Paty nordestina que tinha chegado ainda no dia anterior e aguardava vôo para Londres e queria bancar a sabe-tudo. Outro era uma figura de Campinas que dizia ser Beatle-maníaco e falava mais que a boca dizendo que ia pra Liverpool para realizar o sonho de ver a terra de seus ídolos. Disse que foi no show do Paul McArtiney em São Paulo no mês passado e depois abriu a bagagem de mão para mostrar o livro do John Lennon que estava lendo, aff... Eu o apelidei de Beatle Amigo. Todos estes esperavam uma resposta da Ibéria.
A San começou a ficar nervosa, ansiosa, desanimada e tudo que tinha direito. Mas momento algum agressiva. Não podia fumar lá. Até ela descobrir que algumas pessoas faziam isso num banheiro mais isolado e foi também. Descontou tudo num saco de chocolate. Até que bem à noite fomos liberados para ir a Madrid nos hospedar num hotel e, se tivermos sorte, embarcarmos somente às 20h do dia seguinte. Era o fim de dois dias dos seis que planejamos passar em Londres. Passamos um dia inteiro dentro daquele aeroporto. Meus braços doíam por causa do peso de minha bagagem no trajeto do aeroporto de Guarulhos. O sono nos consumia. Fila, fila, fila, fila – menos na imigração, por sermos brasileiros, não precisamos de visto e passamos direto. Foi legal ver os “américa latrina” ficando para traz. (RS) – Meu Deus, me perdoa. Foi um deles que notou que éramos brasileiros e nos informou que poderíamos passar... (RS)
Parecia até que nossa sorte havia se acabado. Era o fim de ALBUKA AMULETO?
Mas quando saímos finalmente do aeroporto, mesmo sem neve alguma, pude sentir o gostoso ar frio da cidade e começar a bater meus dentes. Do lado de fora, os espanhóis eram outros. Já passei a gostar deles cada vez que pedia uma informação e era cordialmente respondido. Nessas ocasiões sempre desenvolvia um pouquinho mais o meu espanhol.
No ônibus, sob uma chuva fraca, a caminho do centro da capital espanhola pude ver um lindo arco iluminado e tive que acordar a Sandra que já dormia no ônibus novamente para ver aquilo. Todo tempo tive uma sensação de estar à vontade aqui. Passávamos em lugares que me lembravam alguns pontos de São Paulo e, Sandra paulistaníssima, concordava comigo – E eu que antigamente pensava que me sentiria um peixe fora d’água numa experiência dessas...
Já no quarto liguei para o Brasil e falei com minha mãe e minha irmã com voz chorosa, emocionado, vendo a imagem noturna da cidade pela janela do oitavo andar do quarto 803 e disse: Madrid é linda!
Sandra, que já dorme, e eu estamos num hotel ma-ra-vi-lho-so em Madrid de onde estou postando em meu blog. Apreciamos um delicioso jantar, temos toalhas quentes, tomei um delicioso banho de banheiro, a San ainda quando ligou TV já viu Ozzy Osbourne, que ela curte e, estou com uma cama super confortável me esperando.
E aí? Quem disse que perdemos nossa sorte? Quem disse que ALBUKA não é mais amuleto?
Ai-ai... Agora vou me deitar. Pois não quero perder o dia que ganhei em Madrid amanhã.
Se vamos embarcar para Londres amanhã à noite? Mistério. Mas eu vou aproveitar a oportunidade que estou tendo mesmo sabendo que mais tarde em nossa viagem voltaremos para cá.

BJÃO DO...

ALBUKA

domingo, 19 de dezembro de 2010

YES ALBUKA CAN

YES ALBUKA CAN é uma expressão que tenho utilizado nos últimos dias em meu MSN e onde eu poder colocar na comunicação virtual. Baseei-me na campanha do, hoje presidente dos EUA, Barack Obama quando candidato, “YES WE CAN”. Foi um apelo de marketing político que funcionou muito bem como um grito de guerra e, num momento que expressava todo o desejo, o apelo de mudança dos norte-americanos e a esperança de volta da soberania dos EUA diante do mundo após sérias crises econômicas durante o governo Bush. A vitória de Barack reforçou ainda mais este grito e elevou a auto-estima dos norte-americanos.
Estou vivendo o meu momento. E dizer YES ALBUKA CAN é o meu grito de esperança, fé e força para que de agora em diante EU POSSO TUDO. Seria muita mediocridade de minha parte apenas estar me referindo a “viagem mais feliz do mundo” como mencionei ontem. Não estou querendo dizer que o ALBUKA pode ir pra Europa. Não sou fútil assim. Vai além. Transcende.
Fazer essa viagem pra mim será muito mais que mero luxo. Estou falando de conquista. Algo que me exigiu durante 2010 estabelecer metas, objetivos. Falo de ter deixado algumas vezes de fazer uma coisa ou outra para chegar onde eu queria. Deixei tantas vezes este ano de ir para uma pista de dança, onde lavo a minha alma. Deixei de ir ao teatro ao cinema, onde me preencho. “Engoli sapos” por mais de um ano dentro de uma empresa onde não estava feliz. Tudo, para o momento de HOJE. Foi o ano, que só pra mim eu chamei de “2010 – ANO DO ALBUKA NA EUROPA”. E tinha que ser AGORA. Eu sentia que se eu passasse dos 30 anos sem estar diante de minhas paixões como a arte, a história, a cultura, o conhecimento, meus estudos, eu não prestaria pra mais nada.
Hoje é o dia da colheita. Hoje é o dia de dizer que tudo valeu à pena. Hoje embarco feliz e em glória pela minha conquista e grato a quem acompanhou durante o ano todo a minha labuta.  Refiro-me a minha família, a Sandra, a Lucyene compôs o elenco agora no final, as queridas amigas Alessandra Mattos e Adriana Campos, as únicas do trabalho que contei sobre meu plano. Devo até ter ficado chato algum momento falando para estas pessoas sobre minha viagem. Mas era só para não eu perder o foco.  Eu juro.
Encerro a temporada de ALBUKA 2010 em louvor. E aí vou eu, cheio esperanças e planos para o agora e já cheio de objetivos para o ano novo. Claaaaaro que 2011 já tem um nome também. Só que não vou postar agora.
Quem acompanhar a nova temporada de ALBUKA 2011 verá: Novas metas, novas objetivos, novas conquistas, sonhos, fé, novos personagens, a volta de personagens de temporadas passadas, novas paixões, novos amores, talvez velhos... E, o elenco que já faz parte de minha vida e faz dela um grande SUCESSO...

ACORDA RAPAZ!!! VOCÊ TEM QUE IR PARA O AEROPORTO!!!

Já é meio dia! Ainda tenho que ligar  pro Fá, pro Léo, pra San, tomar banho e me barbear, dar uma passadinha no banco... AIMEUDEUSDOCÉU! Meu vôo parte às 17h55!

Pretendo durante a viagem continuar postando aqui e pelo twitter também: @albukasp

E olha como são as coisas... São Paulo teve uma semana inteira de muita chuva, tempo nublado, horrível. Eu absolutamente DETESTO dias assim.  Mas hoje o meu astro regente amanheceu lindo pra me dizer: ARRASA ALBUKA.

Até janeiro, Brasil.

BJÃO DO...
              
ALBUKA

P.S.: Escrevi essas palavras hoje chorando de muita emoção.

sábado, 18 de dezembro de 2010

CONTAGEM REGRESSIVA

Gostei desse negócio de blog! E cá estou eu. Daqui menos de 20 horas Sandra e eu partirmos para “as férias mais felizes do mundo”, como mencionei uma vez para ela. Tenho ainda menos tempo que isso para me apresentar para o check-in e... Eu não estou com minha bagagem pronta ainda. RS
Sabe, hoje liguei com muito carinho para a família do meu amigo Fabiano Valim lá na Praia Grande. Já devo ter passado com eles uns 3 ou 4 réveillons. Esse ano eu não estarei com eles, mas não poderia deixar de ligar e fazer-lhes todos os votos de final de ano. Talvez a simpatia que a Náldia, irmã do Fabi, me ensinou no réveillon passado tenha ajudado a fazer minha viagem. Ela ensinou que as primeiras coisas que tínhamos que comer no novo ano eram três uvas e as sementes teriam que ficar guardadas na carteira durante o ano. Era uma simpatia para atrair fortuna em 2010. Eu fiz.
Bem, rico não deu para ficar. Mas estou indo viajar com tudo pago e sem dívida nenhuma.
Fico por aqui. Tenho que arrumar minha bagagem.
Amanhã ainda vou dar uma ligadinha para meus amigos Léo e Fabi para desejar-lhes boas festas. Ah! Também para saber com o Fabi se a Vivi está a caminho. Ela chegando e nós saindo! Vê se pode?

É AMANHA.

Este é o roteiro que fiz com a ajuda da Lú e da Sandra.
E pensar que este roteiro mudou tanto... Ele já começou por Lisboa, depois por Roma, depois por Paris, Amsterdã... Deu um trabalho, viu!

Mas agora, veja abaixo se isso é coisa para se ler à véspera de embarcar para a Europa.
Considere que os dois primeiros países que vamos são Reino Unido e França respectivamente. Trata-se de uma matéria publicada pelo site G1. Veja:

18/12/2010 09h03 - Atualizado em 18/12/2010 09h48

Frio e neve afetam transportes no Reino Unido e na França

Aeroportos de Heathrow e de Gatwick foram paralisados neste sábado.
Motoristas franceses tiveram que abandonar carros após nevasca.

Os aeroportos britãnicos de Heathrow e de Gatwick foram paralisados, motoristas franceses tiveram que abandonar carros em rodovias e viagens de trens do Eurostar foram canceladas neste sábado (18), em função dos fortes ventos, das baixas temperaturas e da neve que atingem a Grã-Bretanha e a França.
"Perturbação graves são esperadas hoje em todos os aeroportos de Londres", disse um porta-voz da British Airways. "Como consequência, todos os voos com partida de Heathrow serão cancelados entre as 10am e as 5pm no horário do Reino Unido. Por favor, não vá ao aeroporto se você viajaria neste horário", pediu o representante da empresa.
Tráfego é parado em rua coberta de neve em Fougères, noroeste da França (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)
Transtornos e cancelamentos também ocorrem em alguns aeroportos franceses. A companhia de baixo custo Easyjet cancelou todos os voos de chegada e partida do aeroporto de Gatwick, em Londres, pelo menos até às 10h local - 8h de Brasília. Esperam-se atrasos ao longo do dia. As autoridades aconselham todos os passageiros a verificar o status de voo antes de ir para o aeroporto.
Tempestades de neve durante a noite e a queda de temperatura causaram situações caóticas nas estradas e ferrovias, no que se esperava ser o mais movimentado fim de semana para os viajantes e comerciantes antes do Natal.
Centenas de motoristas passaram boa parte da noite dentro de seus veículos na rodovia M6 na região da grande Manchester como consequência do acidente de um caminhão, que interditou as pistas. A polícia recomendou aos cidadãos que não viajem para lugar algum, a menos que seja absolutamente necessário.
O serviço meteorológico prevê fortes nevascas no norte da Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales e partes da Inglaterra.
Pedestre caminha perto de boneco de neve em Fougères na França (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)
Itália
A neve também provocou engarrafamentos gigantescos na Itália neste sábado (18), em particular na Toscana, centro do país, assim como dificuldades no tráfeco ferroviário e nos aeroportos.

Na região de Florença, a proteção civil retirava carros e caminhões da neve. As autoridades locais afirmaram que a população foi amplamente informada sobre as nevascas e os riscos, mas que muitos motoristas seguiram para as estradas incorretamente equipados.
Na estação Santa Maria Novella, um importante centro ferroviário pelo qual passam trens que ligam Milão a Roma, quase 5.000 passageiros foram obrigados a passar a noite no local à espera de um tempo melhor.
Os trens começaram a circular novamente pela manhã, mas com atrasos.
* Com informações da Efe e da France Presse


E olha que o inverno europeu começa mesmo no dia 21de dezembro. Em nosso segundo dia por lá. Acho que teremos alguns contratempos por causa disso. Mas a escolha do inverno foi proposital. Eu queria mesmo conhecer o frio de verdade. Mesmo sendo de um país tropical, sempre defendi meu gosto pelo frio. Quero ver se vou gostar do frio deles. Que venha o inverno, POIS AÍ VOU EEEEEEEEEEUUUUUUU... UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU...