domingo, 10 de abril de 2011

I LOVE SÃO PAULO

Que fim de semana legal! A viagem de meus sonhos com a Sandra em dezembro de 2010 e janeiro de 2011 renderam contatos e amizades incríveis. Uma delas foi o carioca da gema Eros Augusto, de 20 anos que conheci em Roma.
Este final de semana ele veio conhecer São Paulo e eu tive a honra de ser o Mestre de Cerimônias desta cidade que todos sabem que amo tanto. Isso esta expresso até em meu perfil aqui no blog, no facebook e digo também para quem eu tiver oportunidade.
Outro motivo da vinda dele era pra recuperar o recarregador de sua supermaquina fotográfica que esqueceu no hotel que nos conhecemos na Europa e fiquei incumbido de entregar-lhe no Brasil.
Ele ficou hospedado no bairro de Santana onde fui encontrá-lo na noite de sexta. Ele me deu a oportunidade de conhecer mais uma pessoa muito legal que já está em minha lista de amigos, o mineirinho Renan, leonino como eu! Acho que por isso nos demos bem. E também conheci o Bruno. Muito gente boa também.
Esta era a noite de provar para ele o que lhe disse em Roma enquanto comíamos uma pizza. “Que me desculpem os italianos, mas a melhor pizza do mundo é a de São Paulo”. Renan, Bruno e eu levamos o Eros para provar a pizza paulistana. Foram três pedaços de pizza marguerira e as duas que sobraram ainda serviram de café da manhã do dia seguinte. Ah, Claro! Como um bom carioca, não aguentou e no último pedaço da noite tinha que ter catchup. (RS) ALBUKA não mente. A melhor pizza do mundo é a paulistana. E o gosto do Eros não é de um jovem comum. Trata-se de um rapaz que teve a oportunidade de conhecer várias cidades na Europa, viver em Paris por quase seis meses e ainda lá ter trabalhado num restaurante. É um amigo de conhecimento e de bom gosto.
Ele disse estar impressionado como se come bem e se come barato na cidade de São Paulo. São oportunidades que ele não encontra no Rio. Sairmos para procurar uma pizzaria pela Avenida Luiz Dumont Vilares na zona norte já o deixou impressionado. Pois, eram quase duas da manhã e os bares e pizzarias estavam abertos e lotados... Neste momento quem se impressionou foi eu! "E a boemia carioca?" – perguntei; Ele disse que talvez na Lapa, mas à uma hora daquela, uma pizzaria aberta era impossível e se tivesse até cuspiriam na pizza que serviriam.
São Paulo continuou no dia seguinte. Peguei o Eros na estação clínicas do metrô. Mostrei orgulhosamente nosso hospital das clínicas e caindo na Rebolças o nosso famoso transito também. Era legal que no percurso ele via o nome de algumas ruas e ele já tinha ouvido falar da fama delas.
Nosso primeiro destino foi o Instituto Butantã. Depois fomos almoçar no Shopping Eldorado que a tia dele lhe indicou e, meu favorito desde pequeno. Mais uma vez o preço e qualidade de São Paulo para se alimentar foram elogiados. Em seguida o levei para conhecer o Parque do Ibirapuera. Apresentei toda a arquitetura de Niemeyer, que ele detesta, mas se impressionou com o auditório que, segundo boatos, não é o projeto original do famoso arquiteto brasileiro. Quis muitas fotos com a obra. Quando pedimos uma foto interna fomos presenteados pelo segurança com a informação de que estava rolando o Show do Pato Fu, grátis! Eu amooooooooooooooo Pato Fu!!! Deu pra curtir uma quatro ou cinco musicas e ver de pertinho aquela coisa fofa da Fernanda Takai.

Mais um ponto para a terra da garoa. Eros elogiou a oportunidade de shows como o do Pato Fu, gratuitos, tão organizados e com um publico nítido de pessoas civilizadas. Pois dentro do auditório observamos um público composto de famíllias e crianças. Eros brincou: “Imagine fazer isso no Rio!”
Mais pontos pra Sampa? Levei-o para um passeio na Oscar Freire. Encantado, acho que é a palavra para descrevê-lo. Fizemos até um passeio a pé e ele aproveitou para tirar mais fotos e comparou a arrasadora Oscar Freire com a Champs-Élysées. Várias vezes o Eros deixou escapar expressões como: “Parece que eu não estou no Brasil!” Eu cheio de orgulho disse: “VOCÊ ESTÁ EM SÃO PAULO”. Digno, né?
Ainda passamos pela Augusta, Frei Caneca, Teatro Municipal, que ele achou lindo. Pudera. Foi inspirado na Ópera de Paris. O Teatro chama a atenção mesmo em obras, pois se prepara para as suas comemorações de 100 anos. Mostrei a Torre Banespa baseado no Empire State Buildinge de Nova Iorque e a Estação da Luz. Daí seguimos para a casa do Renan. Uma balada nos aguardava para terminar a noite. Fui chegar em casa uma cinco da manhã. Não saia para dançar desde a Espanha... Eu precisava muito sair pra dançar e lavar minha alma no compaço da música como fiz em Madrid e fui muito feliz.
Eros também mencionou que São Paulo é uma cidade que respira Rock. Ele adorou a Galeria do Rock e disse que seria ótimo se o Rio tivesse uma dessa. Enfim, vejo duas opções para o amigo: ou ele volta para a Paris que é o seu maior desejo atualmente, ou segue os passos de grandes e ilustres cariocas como Silvio de Abreu e Jô Soares que amam e se identificam muito com a cidade de São Paulo.
Volte sempre, meu! Será muito bem-vindo.
Ah! Prometo que ainda irei conhecer o Rio e você será o Mestre de Cerimônias, ok?

Sabe, este final de semana foi uma experiêmcia para eu pensar, qual o papel de São Paulo para o Brasil? Eu adoro aquelas metáforas que explicam o Brasil: “o celeiro do mundo, o pulmão verde”. Então, eu vou explicar à minha maneira, comparando o Brasil a um lar e sem tirar o título do Rio de Janeiro de “Hall de entrada” do Brasil. Daí pensei: Seria o quarto? Não. Os baianos vão gostar mais deste título. Seria a sala de visitas? Onde se reúne e se recebe pessoas importantes? Não. São Paulo até faz tudo isso sim. Mas a sala de visitas não mostra a verdade de uma casa. Mostra só a aparência dela. Isso parece mais com Brazilia. Agora, pense na cozinha. A cozinha é onde as coisas acontecem. É onde se produz. É onde trabalhar é uma arte, um prazer, um dom. É onde só os mais intimos da família são recebidos e onde acontecem as melhores conversas, se tem as melhores idéias e se toma as melhores decisões em benefício do lar. Pra mim é isso. São Paulo é o lugar mais deleicioso de uma casa, a cozinha”.

Hummmmmm... EU AMO SÃO PAULO!

Um comentário:

  1. Não acredito que esteve, em tão boa companhia, quase nas portas da minha casa e não repartiu comigo esse momento!!!

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